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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Em Lisboa

Foi declarada guerra às árvores.
Hoje: 10 carvalhos abatidos na Rua Francisco Manuel de Melo

quinta-feira, 12 de março de 2015

E assim se "despacha" um despacho que incomoda


Em 2012 o presidente da  Câmara Municipal de Lisboa, num surpreendente rasgo de lucidez e civismo,  aprovou este despacho inovador que foi unanimemente louvado por todos admiradores e protectores das árvores. Pela primeira vez em Lisboa (e acredito mesmo em Portugal) foi implementado um regulamento que defendia quase incondicionalmente todas as árvores da cidade -até então só as árvores classificadas estavam sujeitas a algumas leis de protecção- este despacho introduzia ideias e práticas que quase se podem considerar revolucionarias tendo em conta a mentalidade dos portugueses em relação às árvores. Referir num documento oficial, por exemplo, a relação de afecto que as pessoas desenvolvem com as árvores era coisa nunca antes vista.

Menos surpreendente foi a forma como rapidamente conseguiram fazer com que este despacho não fosse aplicado. Em 2014, no âmbito da  reforma administrativa, a manutenção do valioso património arbóreo da cidade de Lisboa passou a ser responsabilidade das Juntas de Freguesia. De um dia para o outro a CML, que levou anos a formar e contratar uma equipa de  técnicos especializados em árvores, entrega o futuro das árvores de Lisboa nas mãos da Juntas de Freguesia onde não existe nenhum tipo de competências na área da arboricultura urbana. Como se esta medida não fosse já suficientemente assustadora e perigosa o despacho fica sem efeito já que qualquer junta de freguesia pode determinar e levar a cabo o abate de uma árvore sem ter de respeitar as regras de procedimento da CML. 
Engenhoso!?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Lisboa triste



Quem visita este blogue já vai conhecendo algumas das minhas árvores preferidas em Lisboa. Esta Tília, no Jardim das Francesinhas (Jardim Lisboa Antiga),  era uma delas e só não foi aqui referida porque nunca tive a habilidade de a fotografar como ela merecia.  Mas hoje ela deixou de existir por insensibilidade de quem dela devia cuidar. E como nunca mais vou ter oportunidade de a admirar ficam aqui estas pobres fotografias que não lhe fazem justiça mas, ainda assim, a recordam.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Lisboa triste

Viver em Lisboa, nos dias que correm, é uma luta absurda. As árvores que animavam os meus dias vão sendo abatidas ou tratadas com desmazelo; os jardins onde guardo preciosas recordações degradam-se, estão entregues a gente insensível, ignorante e sem vontade de aprender; nas ruas retiram a harmoniosa calçada e nas paredes vandalizam e roubam os azulejos que ainda restam;  as instituições municipais são monstros devoradores que pura e simplesmente não funcionam; os espectáculos são descartáveis e pobres, confunde-se barulho com animação; as obras são megalómanas, superficiais e destinam-se quase sempre aos que estão de passagem; as sugestões e reivindicações dos moradores são hipocritamente ignoradas em nome de leis que alguns fingem respeitar. 

quinta-feira, 22 de maio de 2014

E esta ...


Aqui no blogue chamava-lhe favorita e tinha o hábito de a fotografar todos os dias talvez porque soubesse que a sua beleza não podia durar para sempre. Hoje abateram-na, não sei dizer racionalmente se a deviam ter salvo ou recuperado depois de, num dia ventoso, ter perdido um ramo importante, sei apenas que esta Tília me vai fazer falta.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

FIM


E acaba assim a história da Nogueira-negra da minha janela. É uma história com muita indiferença, mentira, traições e algumas opiniões... Amanhã já ninguém se lembrará dela e o sol continuará a brilhar.

sábado, 27 de abril de 2013

Um assunto pessoal de interesse público



Conheço-a muito bem. Na Primavera, só quando a maior parte das árvores já nos apresentou as novas folhas é que ela se digna a acordar, primeiro, como quem se espreguiça depois de um longo sono, floresce timidamente, depois à medida que o tempo vai aquecendo enche-se de folhas e generosamente dá-nos uma das sombras mais bonitas de que alguma árvore é capaz. Cumpre sempre o Outono com devoção, nessa altura as folhas ganham novos tons e enfeita-se de grandes bolas verdes onde estão cuidadosamente protegidas as suas nozes (a quem ninguém, sem ser ela, dá valor porque são intragáveis) e, mais uma vez, desafia as regras estabelecidas largando as últimas folhas muito mais tarde do que as árvores bem comportadas. No Inverno, despida, não perde a dignidade, e resiste estoicamente a ventos e tempestades (este ano durante a grande tempestade de Janeiro não se partiu nem um ramo). É a Nogueira-negra da minha janela (Juglans nigrae custa-me imaginar a vida sem ela. 

Há dois dias surgiram as primeiras flores em elegantes amentilhos, timidamente surgiram também algumas novas folhas ainda muito pequeninas, reparei nelas e fiquei contente pela promessa de cor e sombra que representam. Hoje de manhã reparei que lhe estavam a afixar uma placa e a delimitar o estacionamento na zona, pensei que preparavam uma poda camarária e fiquei logo preocupada - mau timing, podar árvores em plena floração e quando as folhas se preparam para nascer - abordei os funcionários da CML que estavam no local e pedi informações a resposta foi curta e dura, "isto está tudo podre e vai ser abatido porque é um perigo".  "Isto" são as árvores da minha rua e entre elas está a Nogueira-negra da minha janela condenada a morrer na próxima segunda-feira ente as oito da manhã e as quatro da tarde em plena floração e antes de crescerem as novas folhas.

Não tenho conhecimento de nenhum relatório fitosanitário, não fui (os meus vizinhos também não) avisada de nenhum tipo de intervenção no arvoredo da rua e tenho a certeza de que esta árvore não é mais nem menos perigosa do que todas as outras. Apesar de este ser um assunto pessoal, o que se anda a passar com as árvores de Lisboa é do interesse de todos e se não se faz alguma coisa daqui a pouco tempo em Lisboa as árvores são todas iguais, pequenas, assépticas e descartáveis. Se é isso que querem, tudo bem, mudo-me eu.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Mutilação de todas as árvores de grande porte na Biblioteca Nacional


(fotografias da Biosfera)

Chamem-me ingénua se quiserem, mas a verdade é que eu estava convencida de que já não era possível fazer isto, num espaço público no centro de Lisboa, impunemente. (e fico por aqui porque, neste momento, só me apetece ser muito malcriada)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Tristezas não pagam dívidas







Cidade triste e alegre, outra vez sonho aqui...

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Coisas tristes...

Os lódãos bastardos que foram plantados para substituir estes e acompanhar este estão todos mortos. Calculo que nos dias que correm, ser jardineiro na câmara de Lisboa deve ser uma profissão, no mínimo, frustrante para quem ainda a levar a sério.
Não há fotografias porque eu não gosto de fotografar coisas tristes e gostos não se discutem.

domingo, 23 de maio de 2010

Casa de vidro



Quem gosta de plantas tem, inevitavelmente, um enorme fascínio por estufas. Para mim é sempre um dó de alma ver esta estufa do Museu da Cidade de Lisboa abandonada e cada vez mais degradada. Triste cidade que não gosta de plantas.

sábado, 17 de outubro de 2009

Triste



Eu até já tinha dito, apetecia-me mesmo dizer que já tinha avisado - mas isso supunha o disparate de que alguém me ouve, e mais disparatado ainda que alguém, ouvindo, me levaria a sério - os Teixos estavam infelizes, muito infelizes. Morreram os dois ao mesmo tempo, um casal de Teixos morreu à dias no Parque Eduardo VII,  se a justiça fosse uma coisa a sério, alguém seria responsabilizado por estas mortes.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Lisboa Triste



Até me custa a acreditar que seja isto que se vai fazer do Terreiro do Paço. 
Está tudo doido?!

"Tereiro do Paço"  No Valkirio
"Terreiro do Paço" No Cidadania LX
"Terreiro do Paço" No Geração de 60
"Terreiro do Paço" No Estado sentido
"Terreiro do Paço" No Cidade-Ideal

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Lisboa tão feia

Parque Eduardo VII . Lisboa

Não vou comentar o mamarracho de natal que "plantaram" no topo do Parque, aquilo felizmente passa em pouco mais de um mês. Mas... é impressão minha ou as Celtis australis das alamedas principais do Parque Eduardo VII, encolheram significativamente? 
Isto também é demais, caramba! Aquilo é um parque as desculpas do costume aqui não servem, estas árvores foram plantadas em 1950 (mais coisa menos coisa) podiam ser enormes, bonitas, felizes....Podiam sim, noutra cidade, noutro parque, por cá começo a duvidar que seja possível.

Só mais uma coisinha, é Outono, umas folhinhas pelo chão não fazem mal a ninguém e até podem ser inspiradoras.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Dois tristes Teixos

Taxus bacatta . Lisboa - Marquês de Pombal

Algumas árvores mesmo sem terem dimensões ou idades veneráveis, merecem o estatuto de árvores A VENERAR. Tratar com desprezo uma árvore a venerar, devia ser punido por lei. Uma árvore a venerar não pertence apenas às gerações de homens que as semeiam, plantam e cuidam, uma árvore a venerar é uma árvore que pertence a muitas, muitas gerações, são árvores com vidas longas, algumas chegam a viver milhares de anos e isto só é possível se os homens, pelas vidas dos quais elas generosamente passam, as venerarem verdadeiramente.

O Teixo é uma árvore a venerar, infelizmente poucos o fazem e por isso cada vez é mais raro encontrar um Teixo venerável.



No Parque Eduardo VII existem dois Teixos, provavelmente um “casal” (a espécie é dióica). Salta à vista que estes dois Teixos são árvores infelizes e desprezadas. Houve alguém que um dia, se deu ao trabalho de escolher cuidadosamente, talvez mesmo semear, um “casal” de pequenos teixos, plantou-os, cuidou deles, e partiu com a certeza de que tinha feito algo de útil para as próximas gerações. Com que direito aqueles que herdam a responsabilidade de tratar destes dois teixos os fazem infelizes.



Teixo feliz . Paris - Montmartre

quarta-feira, 16 de maio de 2007

Árvores Infelizes

Jacarandá recém-plantado na Av. Fontes Pereira de Melo

"(...) Durante a visita às obras de requalificação da zona, António Prôa, anunciou ainda a instalação de 50 jacarandás na Avenida Fontes Pereira de Melo e no Parque Eduardo VII, doados pela empresa RBensimon, Publicidade e Marketing, ao abrigo da Lei do Mecenato, no valor de 12.500 euros."
Em - blog pessoal do (ex) vereador António Prôa (uma pérola)


Sim senhor, muito bonito... Árvores modernas, das que não precisam de espaço para as raízes.

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Salvem esta árvore!


Plátanos no Campo Pequeno . Ontem

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Abraçar uma árvore

Tilia tomentosa . Campo Pequeno (hoje)
Se eu pudesse abraçava esta árvore.
Como salvar as árvores que restam no Campo pequeno? Os Jacarandás, as Olaias, alguns Plátanos importantes...
Matar árvores para fazer um jardim.... Nunca vou entender esta lógica.

sexta-feira, 4 de maio de 2007

Vozes

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