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sexta-feira, 4 de maio de 2007
Ontem andei por Lisboa umas vezes de cabeça no ar, outras mais triste e cabisbaixa, vi as as Árvore-garrafa da Sidónio Pais a florir e tirei fotografias das espantosas florezinhas de cera, não me posso esquecer de as mostrar um dia destes, vi os castanheiros da Índia que começam perder as flores e fotografei os pequeníssimos ouriços que vão aparecendo em vez delas.
Na Av. fontes Pereira de Melo vi as árvores tristes, mal tratadas e doentes no meio de uma multidão de carros e gente cabisbaixa. Passei pelo Campo Pequeno e fiquei com as pernas a tremer e um nó na garganta ao ver o que por lá se passava perante a indiferença de todos, tirei fotografias.
Para desanuviar ainda fotografei uma Bela-sombra num espantoso florir... e eu que tinha tanto a dizer sobre a Bela-sombra e o seu florir, mas agora já não consigo. E as Robinias cor-de-rosa que estão a florir também e são tão, tão fotogénicas que bem que ficavam aqui, e a Chaenomeles japonica maltratada que está cheia de frutos nos poucos ramos que lhe restam, e os Jacarandás que estão a querer florir... Mas não consigo.
quarta-feira, 2 de maio de 2007
O centro comercial e as árvores
Jardim do Marquês de Marialva . 1940 
Centro comercial e os Plátanos condenados. hoje
A mim, incomoda claro! Mas o que mais me custa é ver que os poucos Lisboetas que dão a voz contra este abate selvagem são criticados, acusados de demagogia e de falta de conhecimentos técnicos para falar no assunto. Desde quando é preciso formação especifica ou conhecimentos técnicos para se gostar de árvores?
Em troca dos 97 Plátanos saudáveis e quase centenários que estão a ser abatidos no Campo Pequeno, os Lisboetas receberam mais um enorme centro comercial, sem luz natural, claustrofóbico e confuso. Provavelmente isto não os incomoda muito, porque é nos centros comerciais que muitos dos Lisboetas passam os seus tempos livres e não perto das árvores.
A mim, incomoda claro! Mas o que mais me custa é ver que os poucos Lisboetas que dão a voz contra este abate selvagem são criticados, acusados de demagogia e de falta de conhecimentos técnicos para falar no assunto. Desde quando é preciso formação especifica ou conhecimentos técnicos para se gostar de árvores?
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Rosa
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2.5.07
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domingo, 22 de abril de 2007
sexta-feira, 20 de abril de 2007
BASTA!
Fiquei chocadíssima quando ontem no Parque Eduardo VII (na zona entre o clube VII e o Marquês de Pombal) encontrei a Chaenomeles japonica que tenho regularmente vindo a fotografar, porque era uma planta fora de série, neste estado lastimoso.
É evidente que quem fez este vergonhoso trabalho não tinha nenhum tipo de conhecimentos técnicos para o fazer, eu também não sou especialista nesta matéria, mas não tenho dúvidas de que num jardim público quem arrasa com uma planta que está no auge do seu esplendor está a cometer um crime. Esta planta estava ainda a florir, as folhas tinham acabado de rebentar o seu porte era espantoso e único. Preparava-se para frutificar abundantemente, duvido que os seus frutos possam ser vistos em algum outro local de Lisboa.
Todos os crimes têm responsáveis e neste caso a responsabilidade é da ignorância, da falta de sensibilidade, da falta de respeito pela vida....Tenho muita vergonha de viver num país sem educação onde se acha infantil e superficial amar a natureza e em que a relação dos homens com a natureza é tão fria.
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E talvez este blog fique por aqui. Porque não consigo ficar indiferente a estes casos. Mostrar imagens tristes não era o meu objectivo.
E talvez este blog fique por aqui. Porque não consigo ficar indiferente a estes casos. Mostrar imagens tristes não era o meu objectivo.
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Rosa
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20.4.07
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sexta-feira, 9 de março de 2007
Assembleia da República
Este tronco, quando era uma árvore, tinha uma particularidade, era o primeiro Jacarandá de Lisboa a florir, talvez porque estava protegido dos ventos mais frios ou porque todo aquele branco da parede vizinha lhe ampliava os raios solares, ou só porque tinha pressa de florir (era um Jacarandá ainda jovem...Um Jacarandá adolescente). A verdade é que era ele que me avisava que a época azul estava para breve.
Hoje fui dar com ele assim, triste e envergonhado e logo percebi que o único azul que este ano poderá ser visto por aqui está naquele sinal do parque de estacionamento da Assembleia da república.
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Rosa
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9.3.07
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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
O Parque Eduardo VII (continuação)

(...)Com sentido da realidade Keil, mantém as pré-existências morfológicas e desenvolve uma solução de conciliação, prolongando visualmente a Avenida e rematando-a no alto da cumeada com um imponente edifício de carácter cívico. Este espaço no topo da Alameda assumido como acrópole da cidade, sob a qual se estende um tapete verde que leva a vista até ao Tejo, recupera a ideia de miradouro monumental e de passeio público magestoso e repousante. Parque de vocação urbana e monumental com 30 hectares, Keil pensou-o como Parque Central de Lisboa apoiado e dinamizado pelo mais digno equipamento: o Palácio da Cidade, implantado na acrópole, justificação retórica de um sentido de grandeza civilizada.
Sobre o eixo aberto da avenida, desenha a Alameda Central relvada, ladeada por passeio em calçada à portuguesa, dividindo o parque em dois sectores de verde mais arborizado e denso. No lado ocidental redesenha o lago, reordena a Estufa Fria e projecta a entrada junto à margem. No sector oriental desenvolve uma sequência de estadias. O conjunto deveria ser rematado pelo Palácio da Cidade implantado no espaço de acrópole miradouro marcado pelas colunas monumentais. Pensado como sede de todos os serviços culturais da Câmara, com salas de exposições e auditórios, o Palácio da Cidade foi pretexto para a eterna luta dos espíritos mais tacanhos, retrógrados e reaccionários da cultura portuguesa.
A discussão sobre a arquitectura do Palácio da Cidade radicalizou o confronto entre os mentores do regime e os defensores de uma arquitectura despojada no seu rigor clássico que apontava para uma nova monumentalidade. Inspirados nos traçados urbanos de Washington que visitara, Keil elaborou diversos estudos com a preocupação de renovar o sentido de monumentalidade. Na verdade, o topo norte do Parque Eduardo VII transformou-se num local mítico entre o frustrado Palácio da Cidade, a colunata triunfal e a estátua que não passou do pedestal.
in: Ana Tostões - Monsanto, Parque Eduardo VII, Campo Grande, Keil do Amaral arquitecto dos Espaços verdes de Lisboa, Lisboa, salamandra, 1992.
Sobre o eixo aberto da avenida, desenha a Alameda Central relvada, ladeada por passeio em calçada à portuguesa, dividindo o parque em dois sectores de verde mais arborizado e denso. No lado ocidental redesenha o lago, reordena a Estufa Fria e projecta a entrada junto à margem. No sector oriental desenvolve uma sequência de estadias. O conjunto deveria ser rematado pelo Palácio da Cidade implantado no espaço de acrópole miradouro marcado pelas colunas monumentais. Pensado como sede de todos os serviços culturais da Câmara, com salas de exposições e auditórios, o Palácio da Cidade foi pretexto para a eterna luta dos espíritos mais tacanhos, retrógrados e reaccionários da cultura portuguesa.
A discussão sobre a arquitectura do Palácio da Cidade radicalizou o confronto entre os mentores do regime e os defensores de uma arquitectura despojada no seu rigor clássico que apontava para uma nova monumentalidade. Inspirados nos traçados urbanos de Washington que visitara, Keil elaborou diversos estudos com a preocupação de renovar o sentido de monumentalidade. Na verdade, o topo norte do Parque Eduardo VII transformou-se num local mítico entre o frustrado Palácio da Cidade, a colunata triunfal e a estátua que não passou do pedestal.
in: Ana Tostões - Monsanto, Parque Eduardo VII, Campo Grande, Keil do Amaral arquitecto dos Espaços verdes de Lisboa, Lisboa, salamandra, 1992.
Triste, inútil e abandonada.

Mesmo ao lado o selecto (e inapropriado para o local) clube VII (ver aqui)
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Rosa
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16.2.07
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Labels: Alameda central, Espaços-verdes, Lisboa triste
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
A Soberba

Esta é uma Dombeya aparentemente já com alguma idade vergonhosamente tratada.
Forum Picoas (Portugal Telecom)
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Rosa
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6.2.07
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sexta-feira, 26 de janeiro de 2007
Passeio virtual (link)
Pelo Cental Park. E perceber que em Portugal, infelizmente, não existem parques públicos nem tão pouco gente interessada em que eles existam.
Algumas das mais importantes intervenções na manutenção e modernização do Central Park, são levadas a cabo pela sociedade civil. É o caso dos Strawberry fields, uma área do parque dedicada à memória de John Lennon.
Os prados do CP são cartão de visita da cidade e todos os conhecemos, nem que seja de um qualquer filme americano. O Sheep Meadow, um prado com cerca de 6 hectares recebe no Verão uma média de 30 000 visitantes por dia.
Algumas das mais importantes intervenções na manutenção e modernização do Central Park, são levadas a cabo pela sociedade civil. É o caso dos Strawberry fields, uma área do parque dedicada à memória de John Lennon.
Os prados do CP são cartão de visita da cidade e todos os conhecemos, nem que seja de um qualquer filme americano. O Sheep Meadow, um prado com cerca de 6 hectares recebe no Verão uma média de 30 000 visitantes por dia.
Gostava agora de "puxar a brasa à minha sardinha" sugerindo que aquela horrorosa e muito mal cuidada amostra de topiária que é o centro do parque Eduardo VII, seja transformada num prado. Era mais ecológico, mais barato, mais bonito, mais fácil de manter, mais útil, mais moderno, mais lógico....

Assim vai a topiária no Parque Eduardo VII
Se por alguma razão (que confesso não entender) insistirem em manter viva esta homenagem ao estado novo, então, aconselho vivamente a que aprendam a tratar dela.
(continua)
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Rosa
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26.1.07
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