quarta-feira, 18 de novembro de 2009
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Coração é terra que ninguém vê
Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Sachei, mondei - nada colhi.
Nasceram espinhos
e nos espinhos me feri.
Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Cavei, plantei.
Na terra ingrata
nada criei
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16.11.09
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domingo, 15 de novembro de 2009
Sobre a vida
Ela (quando eu estacionava o carro) - Está ali outro lugar...
Eu - (....)
Ela - Ouviu o que eu disse?
Eu (sem ligar muito) - Claro.
Ela - Então e porque é que estacionou aqui se havia outro lugar?
Eu - Escolhi este, escolher é uma coisa complicada mas faz parte da vida, não conseguimos viver sem escolher, hás de reparar que na vida....
Ela - Eu não lhe perguntei nada sobre a vida, já chega.
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sábado, 14 de novembro de 2009
No Prado
Que Deus faça de mim, quando eu morrer,
Quando eu partir para o País da Luz,
A sombra calma dum entardecer,
Florbela Espanca
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sexta-feira, 13 de novembro de 2009
As Estrelas, o mar, os homens e os livros
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Outono
Há um ano...
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segunda-feira, 9 de novembro de 2009
domingo, 8 de novembro de 2009
Do conhecimento da natureza
Jorge de Sena no prefácio de " O Velho e o Mar" escreve:
"O mar e a sua fauna vivem esplendorosamente nestas páginas (...). Mas vivem sem a mínima poetização panteísta, sem a mínima deliquescência antropomórfica. Vivem. São."
Não sem antes referir, aquilo que - segundo ele - faz com que um escritor consiga fazer da natureza, Ser.
"um conhecimento profundo, de todas as horas, de todos os momentos, dir-se-ia que da mínima tonalidade da luz, como do mais comum gesto de uma espécie animal, conhecimento que na literatura contemporânea só Hemingway possuirá tão despreconceituosamente."
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sábado, 7 de novembro de 2009
Dormir no Jardim da estrela!?
Lamento, mas eu acho isto uma tremenda patetice. E não pretendo explicar porquê.
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sexta-feira, 6 de novembro de 2009
De mim para mim...
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quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Outono
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
Árvores sem Juízo nenhum
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Este foi um ano mau
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segunda-feira, 26 de outubro de 2009
No Prado

The Hill — the Afternoon —
Squirrel — Eclipse — the Bumble bee —
Nay — Nature is Heaven —
Nature is what we hear —
The Bobolink — the Sea —
Thunder — the Cricket —
Nay — Nature is Harmony —
Nature is what we know —
Yet have no art to say —
So impotent Our Wisdom is
To her Simplicity.
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Um livro
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domingo, 25 de outubro de 2009
Aos 9 anos...
Ela: - A casa árvore está tão bonita! Gostava de convidar a Leonor para a vir ver, acho que a Leonor é a minha amiga que percebe mais de casas nas árvores.
Eu (armada em esperta): - Percebe ou aprecia?
Ela: - Apreciar é perceber.
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quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Plantas Imaginárias
Speaking of trees reminds me that a species of large-bodied tree grows along the road below Waiohinu whose crotch is said to contain tanks of fresh water at all times; the natives suck it out through a hollow weed, which always grows near. As no other water exists in that wild neighborhood, within a space of some miles in circumference, it is considered to be a special invention of Providence for the behoof of the natives. I would rather accept the story than the deduction, because the latter is so manifestly but hastily conceived and erroneous. If the happiness of the natives had been the object, the tanks would have been filled with whisky.
IN FAIRY LAND
Portions of that little journey bloomed with beauty. Occasionally we entered small basins walled in with low cliffs, carpeted with greenest grass, and studded with shrubs and small trees whose foliage shone with an emerald brilliancy. One species, called the mamona [mamani], with its bright color, its delicate locust leaf, so free from decay or blemish of any kind, and its graceful shape, chained the eye with a sort of fascination. The rich verdant hue of these fairy parks was relieved and varied by the splendid carmine tassels of the ohia tree. Nothing was lacking but the fairies themselves.
em: "Twenty-five letters from Mark Twain from the Sandwich Islands (Hawaii)"
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terça-feira, 20 de outubro de 2009
Agricultura e mar
Uma quinta nas costas do deserto, irrigada unicamente com água do mar.
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domingo, 18 de outubro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
Triste
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Fruta da época
Acofeifa-maior; Açofeifeira; Açufeifa; Açufeifeira; Alçofeifa; Jujubeira; Macieira-de-Anáfega; Tâmara-da-China; Jujuba.
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domingo, 11 de outubro de 2009
CIDADANIA LX: "Experimentações" no Jardim de Santos
Por António Sérgio Rosa de Carvalho
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sábado, 10 de outubro de 2009
Plantas que querem ser outra coisa
Henry David Thoreau
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O segredo
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sexta-feira, 9 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Jardim de Santos
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Lisboa

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quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Em Lisboa
Os Jardins precisam é de jardineiros.
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quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Estufa Fria
Finalmente uma notícia sobre o assunto (já passaram 6 meses), não se fica a saber grande coisa, mas sempre é melhor do que nada.
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terça-feira, 29 de setembro de 2009
Aviso à navegação
Diz-me o sitemeter (esse grande abelhudo) que houve alguém que aqui chegou com a seguinte dúvida: "Quem é que inventou o Outono?"
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segunda-feira, 28 de setembro de 2009
sábado, 26 de setembro de 2009
Glossário botânico

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sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Os paraísos artificiais
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quinta-feira, 24 de setembro de 2009
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
terça-feira, 22 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Dia da Árvore
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domingo, 20 de setembro de 2009
sábado, 19 de setembro de 2009
Para que conste
Eu gosto de plantas, não porque as perceba, mas precisamente porque enquanto não as percebo, são um mistério delicioso.
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Palmeiras
Se não me engano, esta aqui em baixo é a primeira Palmeira que entra neste blog. Não deixa de ser curioso, já que durante muito tempo foram as minhas árvores preferidas.
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
O Jardim Romântico
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Nomes
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Imprescindível
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009
O segredo do figo

Agora é uma fruta, a matriz madura."
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Figos
A maneira correcta de comer um figo à mesa
É parti-Io em quatro, pegando no pedúnculo,
E abri-Io para dele fazer uma flor de mel, brilhante, rósea, húmida,
desabrochada em quatro espessas pétalas.
Depois põe-se de lado a casca
Que é como um cálice quadrissépalo,
E colhe-se a flor com os lábios.
Mas a maneira vulgar
É pôr a boca na fenda, e de um sorvo só aspirar toda a carne.
Cada fruta tem o seu segredo.
O figo é uma fruta muito secreta.
Quando se vê como desponta direito, sente-se logo que é simbólico:
Parece masculino.
Mas quando se conhece melhor, pensa-se como os romanos que é
uma fruta feminina.
Os italianos apelidam de figo os órgãos sexuais da fêmea:
A fenda, o yoni,
Magnífica via húmida que conduz ao centro.
Enredada,
Inflectida,
Florescendo toda para dentro com suas fibras matriciais;
Com um orifício apenas.
O figo, a ferradura, a flor da abóbora.
Símbolos.
Era uma flor que brotava para dentro, para a matriz;
Agora é uma fruta, a matriz madura.
Foi sempre um segredo.
E assim deveria ser, a fêmea deveria manter-se para sempre
secreta.
Nunca foi evidente, expandida num galho
Como outras flores, numa revelação de pétalas;
Rosa-prateado das flores do pessegueiro, verde vidraria veneziana
das flores da nespereira e da sorveira,
Taças de vinho pouco profundas em curtos caules túmidos,
Clara promessa do paraíso:
Ao espinheiro florido! À Revelação!
A corajosa, a aventurosa rosácea.
Dobrado sobre si mesmo, indizível segredo,
A seiva leitosa que coalha o leite quando se faz a ricotta,
Seiva tão estranhamente impregnando os dedos que afugenta as
próprias cabras;
Dobrado sobre si mesmo, velado como uma mulher muçulmana,
A nudez oculta, a floração para sempre invisível,
Apenas uma estreita via de acesso, cortinas corridas diante da luz;
Figo, fruta do mistério feminino, escondida e intima,
Fruta do Mediterrâneo com tua nudez coberta,
Onde tudo se passa no invisível, floração e fecundação, e maturação
Na intimidade mais profunda, que nenhuns olhos conseguem
devassar
Antes que tudo acabe, e demasiado madura te abras entregando
a alma.
Até que a gota da maturidade exsude,
E o ano chegue ao fim.
O figo guardou muito tempo o seu segredo.
Então abre-se e vê-se o escarlate através da fenda.
E o figo está completo, fechou-se o ano.
Assim morre o figo, revelando o carmesim através da fenda púrpura
Como uma ferida, a exposição do segredo à luz do dia.
Como uma prostituta, a fruta aberta mostra o segredo.
Assim também morrem as mulheres.
Demasiado maduro, esgotou-se o ano,
O ano das nossas mulheres.
Demasiado maduro, esgotou-se o ano das nossas mulheres.
Foi desvendado o segredo.
E em breve tudo estará podre.
Demasiado maduro, esgotou-se o ano das nossas mulheres.
Quando no seu espírito Eva soube que estava nua
Coseu folhas de figueira para si e para o homem.
Sempre estivera nua,
Mas nunca se importara com isso antes da maçã da ciência.
Soube-o no seu espírito, e coseu folhas de figueira.
E desde então as mulheres não pararam de coser.
Agora bordam, não para esconder, mas para adornar o figo aberto.
Têm agora mais que nunca a sua nudez no espírito,
E não hão-de nunca deixar que o esqueçamos.
Agora, o segredo
Tornou-se uma afirmação através dos lábios húmidos e escarlates
Que riem perante a indignação do Senhor.
Pois quê, bom Deus! gritam as mulheres.
Muito tempo guardámos o nosso segredo.
Somos um figo maduro.
Deixa-nos abrir em afirmação.
Elas esquecem que os figos maduros não se ocultam.
Os figos maduros não se ocultam.
Figos branco-mel do Norte, negros figos de entranhas escarlates do Sul.
Os figos maduros não se ocultam, não se ocultam sob nenhum clima.
Que fazer então quando todas as mulheres do mundo se abrirem na
sua afirmação?
Quando os figos abertos se não ocultarem?
D. H. Lawrence . Tradução, Herberto Helder
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domingo, 13 de setembro de 2009
Tu és a terra
És também pedra qual a terra às vezes E sombra de árvores, e flores e frutos, És a terra em que pouso. Não paisagem,
contra que nas arestas me lacero e firo,
mas de musgo coberta refrescando
as próprias chagas de existir contigo.
rendidos a meu gosto e meu sabor.
E uma água cristalina e murmurante
que me segreda só de amor no mundo.
não Madre Terra nem raptada ninfa
de bosques e montanhas. Terra humana
em que me pouso inteiro e para sempre.
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sábado, 12 de setembro de 2009
Filho de peixe...
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quinta-feira, 10 de setembro de 2009
E já agora...
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Pois...
Nem sei muito bem o que dizer disto. É ler, tudo, o que a Susana escreveu.
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quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Os deslimites da palavra
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segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Árvores de Portugal
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