segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Conselhos inúteis

No PradoNo PradoNo PradoNo PradoPrado com aviãoNo PradoPradoPrado

Não é um roubo retirares da paisagem
uma andorinha ou uma cadeira, mas não é simpático.
Daí a considerares o que digo um convite à imobilidade,
parece-me exagero.
Move-te, sim, mas acrescentando
coisas e assuntos à paisagem onde entras. Eis só.

Gonçalo M. Tavares 

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

No Jardim

Sete árvores abatidas por este vento diabólico.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Últimas folhas






As Gingkos de Lisboa ainda não perceberam que o Outono, já era. Tão queridas, mas tão parvinhas!

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Solstício




Passou o outono já, já torna o frio...

É tempo de voltar à "Clepsidra".*

domingo, 20 de dezembro de 2009

Colletia cruciata



Aqui o Natal é assim.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Um Castanheiro-da-Índia


Aesculus hippocastanum

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Dias assim





Perguntas que eu gostava de fazer ao Vereador Sá Fernandes

Dos 12 000 funcionários da CML (dados de 2007) quantos são jardineiros especializados?  Quantos gostariam de ser, se lhes fosse dada a oportunidade?

Porque é que a CML contrata sistematicamente, serviços de jardinagem a empresas (nem sempre com qualidade) fora da autarquia?

A escola de jardinagem da Quinta Conde de Arcos tem todas as condições necessárias para formar jardineiros especializados?

O auto-elogio não lhe fica nada bem Sr. Vereador

Tenho acompanhado em silêncio toda a actividade em torno do Jardim França Borges (Príncipe Real). Todas as coisas que têm dito: algumas acertadas, a maioria sem razão.
Blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá.....
Sá Fernandes por ele próprio aqui 


Nós afinal o que queriamos saber era, simplesmente, o que é que se vai passar no Jardim do Príncipe Real.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

O Jardineiro

Só colhia as rosas ao anoitecer porque durante o sono elas não sentiam o aço frio da tesoura. Uma noite ele sonhou que cortava as hastes de manhã, em pleno sol, as rosas despertas e gritando e sangrando na altura do corte das cabeças decepadas. Quando ele acordou, viu que estava com as mãos sujas de sangue. 


Lygia Fagundes Telles.

Joaquim Rodrigo


Aluenda - Tordesilhas (1976)



Vallauris-Perthus (1969) (Museu colecção Berardo)

Joaquim Rodrigo (1912-1997) foi um dos mais originais e excepcionais pintores portugueses de todos os tempos. Um daqueles raros artistas cuja obra se vai reinventando, valorizando e entendendo sempre mais com o passar do tempo.

Este homem fora de série, foi o Engenheiro Silvicultor responsável pela arborização do Parque de Monsanto e pela sua manutenção e acompanhamento durante cerca de 30 anos. Se a sua obra artística é importante e única, esta não é menos: Transformar 50 hectares de terras agrícolas desgastadas e de pouca qualidade numa mata cheia de árvores e de vida, é obra. Imagino que Joaquim Rodrigo acreditava que as árvores que plantou iam um dia ser veneráveis, mas infelizmente não é isso que acontece, notícias como estas, de que em poucos dias foram abatidas no Parque de Monsanto centenas de árvores, deixam-me em estado de choque.

Correndo o risco de me estar a repetir, volto a dizer que uma árvore é uma homenagem viva a quem a pensou, semeou e cuidou, as árvores do Parque de Monsanto eram uma homenagem ao grande homem que foi Joaquim Rodrigo. Como é a sua obra artística, mas essa felizmente é eterna.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Do lugar onde a natureza é generosa e as árvores são tratadas pelos nomes


Mangifera indica . Anacardiaceae

As casa são pequenas, muito pequenas, têm chão de terra batida, uma porta e uma - ou nenhuma - janela; às vezes não chegam a ser rebocadas e ficam os tijolos à vista, outras são pintadas sem medos com cores berrantes; todas têm uma soleira, um ou dois degraus junto à porta, onde descansa quase sempre alguém; todas têm alma e gente, muita gente; todas têm uma árvore grande, muito grande e generosa.

E a certa altura uma menina com uns olhos muito grandes, que sentada na soleira da casa em frente me viu a fotografar esta árvore, mandou lá de cima dos seus oito anos : "Não quero que você tire mais fotos à Mangueira da minha avó!" eu entendi, aquela Mangueira era parte da família dela e motivo de orgulho. Pela mesma razão nunca tiro fotografias a pessoas sem lhes pedir autorização.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009



quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Já volto

Vou um bocadinho ao Verão, mas volto a tempo de ver o Inverno a chegar.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Quadras ao Gosto Popular


"A quadra é um vaso de flores que o Povo põe à janela da sua alma. Da órbita triste do vaso escuro a graça exilada das flores atreve o seu olhar de alegria. Quem faz quadras portuguesas comunga a alma do povo, humildemente de todos nós e errante dentro de si próprio. Ser intensamente patriótico é, primeiro, valorizar em nós o indivíduo que somos, e fazer o possível por que se valorizem os nossos compatriotas, para que assim a Nação que é a suma viva dos indivíduos que a compõem, e não o amontoado de pedras e areia que compõem o seu território, ou a coleção de palavras separadas ou ligadas de que forma o seu léxico ou a sua gramática - possa orgulhar-se de nós que, porque ela nos criou, somos seus filhos, e seus pais, porque a vamos criando."


Dizem que as flores são todas
Palavras que a terra diz.
Não me falas: incomodas.
Falas: sou menos feliz

Fernando Pessoa

E a Estufa Fria?



Os 9 meses estão quase a passar e obras, nem sinal delas.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Dia de Amarilis para desanuviar


Hippeastrum

domingo, 6 de dezembro de 2009

As Olaias e os homens


Fotografia de Lara Zee

Digam-me, por favor, que esta não foi uma das árvores abatidas no Príncipe Real, porque "cresceu mal". Pobres Olaias tão bonitas mas tão incompreendidas pelos homens.

Dois lugares onde se fala (e até se discute) o abate de árvore do Príncipe Real.
Aqui
Aqui

Moral da história

Aquele que lê muito e anda muito, vê muito e sabe muito.

Cervantes

sábado, 5 de dezembro de 2009

Tipuanas em Buenos Aires



Lisboa podia ter árvores como tem Buenos Aires.

As Árvores de Buenos Aires



Para o Luís

Grande ideia

Em Lisboa, no topo da Rua do Monte Olivete, em frente ao complexo dos Museus da Politécnica. Vai nascer um espaço dedicado ao mundo natural, seu conhecimento e descoberta. Nós vamos acompanhando tudo aqui.

Mudar o mundo não é para mim


Martelo da Wonder


Às vezes tenho a sensação de que ando aqui a falar para as paredes, não que isso seja desagradável, nunca tive pretensão nem vocação para ter uma audiência e quase tudo o que digo é de mim para mim. Mas em tempos de tempestades, injustiças e espírito revoltado: gostava de saber argumentar, convencer, gostava de conseguir gritar muito alto para que todos me ouvissem, é um sonho, é, e felizmente passa-me logo.  Não vou conseguir mudar o mundo, lamento!

Numa conversa sobre margaridas

- Qual foi a primeira flor a ser descoberta?
- Não foram os homens que descobriram as flores, foram as flores que descobriram os homens.

White Daisy Passing

Coisas importantes e urgências


Montanoa hibiscifolia
É urgente ver a árvore das margaridas a florir no Jardim da Estrela...





É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente permanecer.




Eugénio de Andrade

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O jardim do Príncipe Real

No "Nós por cá" da SIC

Para os inventores do bom gosto

O bom gosto não se inventa, aprende-se.

Assim não dá!

Hoje na  Rua da Imprensa à Estrela 
depois do abate de um alinhamento de lódãos bastardos

Uma das árvores que foi poupada - ou será que está só à espera de ser abatida? - levou com este tratamento humilhante, era uma árvore bonita, saudável e com uma grande copa que aparentemente não estava a interferir com nada nem ninguém (curiosamente os ramos mais cortados foram os que davam para o jardim e não os que ficam sobre a rua), foi podada desta forma simplesmente horrorosa.
Assim não dá! Depois vem o vereador queixar-se dos ramos muito finos e frágeis que podem cair com uma rabanada de vento.

Abate de árvores (algumas doentes, outras nem por isso) na Estrela




O aviso que pode ser visto no local, não refere o abate de árvores apenas podas, a verdade é que (hoje) só restam dois lódãos deste alinhamento(que ainda pode ser visto no mapa por actualizar em cima). Não faço a mínima ideia se vão ser abatidas as árvores que restam... Neste como noutros casos, o mais grave é a prepotência e irresponsabilidade da Câmara de Lisboa. 





Fotografias tiradas hoje, mesmo ao lado da residência oficial do Primeiro Ministro (R. da Imprensa à Estrela)

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Ainda o Príncipe Real, vá!

Convém não esquecer que o património que se quer "requalificado" (a palavra devia ser restaurado) é um Jardim Romântico.

Quem nos garante que não vão ser abatidas mais árvores no Jardim do Príncipe Real?



Fotografia de Leonor Areal onde se podem ver as árvores abatidas perto do lago

Sá Fernandes vem - tarde e a má hora - socorrer-se da opinião dos especialistas em jardins e árvores, parece que finalmente percebeu que a sua opinião e os seus argumentos disparatados não servem para justificar a inqualificável forma como actuou no Jardim do Príncipe Real. Ficamos (aqui) a saber que o Arquitecto Gonçalo Ribeiro Telles acha que o projecto para o Jardim do Príncipe Real "é bom" (nós infelizmente não conhecemos o projecto, mas sempre ficamos um bocadinho mais descansados) e que justifica o abate de choupos da seguinte forma: "Quando fazem 30 anos, os choupos de cidade morrem", refere. "A poluição do meio urbano pode corroer-lhes a raiz, fazendo-os cair". Ele próprio mandou substituir esta espécie na sua última intervenção nos jardins da Gulbenkian Por outro lado surge também (e só agora!) a opinião do estimadíssimo Professor Fernando Catarino: Este acha que os choupos nem nunca lá deviam ter estado As intenções da Câmara de Lisboa de os substituir por mais árvores desagradam-lhe: "É um disparate. O jardim precisa de mais espaço, de ar e de luz" Com todo o respeito que me merece as opiniões destes dois Senhores, lamento muito que elas não tenham sido apresentadas num contexto de debate público sobre este assunto e que venham agora tentar legitimar a infeliz actuação da câmara Municipal de Lisboa, mas afinal: 1) As árvores foram abatidas porque estavam doentes, ou porque eram choupos? Nesse caso as restantes espécies deviam ter sido poupadas e não foram (faz falta um relatório em que constem as espécies e o número final de árvores abatidas, fala-se em algumas árvores abatidas perto do lago, robínias e ulmeiros...) 2) As árvores vão ser substituídas, como tem sido claramente afirmado pela câmara, ou o abate serviu para desensombrar o jardim como defende o professor Fernando Catarino? (gostava muito de saber quais vão ser as árvores que irão substituir os choupos, ouvi falar nas Celtis australis, árvores de muito maior porte do que os choupos e que produzem muito mais sombra) 3) Finalmente e mais importante: se o que justifica o abate das árvores tivesse sido a inadequação dos choupos, e existindo algumas dezenas de árvores desta espécie no jardim, porque é que a câmara insistiu (mesmo depois de mais de 30 de árvores já estarem no chão) na mentira de que só seriam abatidas 6 árvores que estavam doentes ou tinham crescido mal? Assim ninguém se entende! Nenhuma opinião, por mais válida que seja, pode agora justificar a actuação (ilegal) da Câmara Municipal de Lisboa na chamada "requalificação" do Jardim do Príncipe Real. Afinal em que é que ficamos, quais é que são os critérios que justificam o abate? Porque é que o projecto não foi discutido ou apresentado publicamente, porque é que as árvores foram cortadas à pressa? Como é que se pode aceitar que 6 árvores doentes a abater, passem de um dia para outro a ser mais de 40, quem nos garante que não vão ser abatidas mais árvores?







quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

A Tília da minha vida




Se tivesse de escolher a minha árvore preferida, calculo que não era capaz, mas não tenho dúvidas que pensaria nesta pela qual tenho - por muitas inconfessáveis razões - um carinho especial. Gostava de poder contar com ela para toda a minha vida. Será pedir muito? (que não abatam as árvores das nossas vidas)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Na Varanda


segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O jardim nunca mais será o mesmo

Fui ao Jardim do Príncipe Real (ou ao que dele resta) aquilo parece um palco de guerra, não há o direito de tratar assim um jardim como aquele.

sábado, 28 de novembro de 2009

Sobre os dias que passam



"Au milieu de l'hiver, j'ai découvert en moi un invincible été. "

Albert Camus

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

O jardim nunca mais será o mesmo




(Este Sr. Sá Fernandes devia era ser zelador da moral e bons costumes do arvoredo)

O jardim nunca mais será o mesmo




Jardim do Príncipe Real


Dos números, das dúvidas, das certezas, das mentiras e das árvores que se querem normalizadas...

O Jardim do Príncipe Real perdeu nestes últimos dois dias 38 árvores...

38!?


O único comunicado da CML (entidade responsável pela "requalificação" do jardim) referia:
"Estão previstas operações de recuperação do coberto arbóreo e a substituição de alguns maciços já envelhecidos e deformados"

Ontem:


Afinal em quantas árvores abatidas é que ficamos? Que coisa mais estapafúrdia é essa de "árvores deformadas"? As árvores, nos jardins de Lisboa, agora também vão ser normalizadas, como a fruta nos hipermercados? 


As 38 árvores não estavam doentes, disso tenho eu a certeza!


E mais não digo porque o Jardim do Príncipe Real é um jardim muito meu e o amor é cego e vou ter de continuar a gostar dele apesar de todos os disparates que por lá andam a fazer. 




quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Porque as árvores do Príncipe Real não podem agradecer...

Obrigada Tiago pela preocupação
Aguardamos uma resposta.

Treze Tílias (Dreizehnlinden)

É uma cidade no Brasil.

What makes this town different from others created by Germans is that it was founded by Austrians from Tyrol. In Treze Tílias, both the Portuguese language and the Southern Austro-Bavarian dialect of Austrian German are spoken. The town has characteristics of the Tirol. The economy of Treze Tílias is based on agriculture, tourism, and woodworking.
O mundo é uma aldeia, o Brasil é um mundo e as Tílias são, provavelmente, as árvores mais bonitas do mundo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Um amor e uma cabana





segunda-feira, 23 de novembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Uma árvore bonita



Em Portalegre (Rossio - Av. da Liberdade)
Será que ainda existe?
Será este? Deve ser!
Claro, é o Plátano de Portalegre.

London Plane


Platanus × acerifolia

Castanheiro da Índia


Aesculus hippocastanum

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Alameda de Plátanos de Colares em Risco

Eu tirei o ponto de interrogação, podar uma árvore é sempre um risco, e a mim desagrada-me que estas árvores tenham de correr esse risco.

Jacques Wirtz



Um bocadinho da série da BBC "Around The World In 80 Gardens" onde se podem ver as sebes do Jacques Wirtz, para mim as sebes mais bonitas do mundo. Adoro quando Wirtz fala no prazer que sente com o seu jardim, aquilo é a felicidade.

O Jardim do Monet, não me interessa nada.

Luz complicada hoje



Eu as árvores e a luz. Há dias em que não chegamos a nenhum acordo, o resultado é este.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Coração é terra que ninguém vê

Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Sachei, mondei - nada colhi.
Nasceram espinhos
e nos espinhos me feri.

Quis ser um dia, jardineira
de um coração.
Cavei, plantei.
Na terra ingrata
nada criei


(...)


CORA CORALINA

domingo, 15 de novembro de 2009

Sobre os dias que passam


Sobre a vida

Ela (quando eu estacionava o carro) - Está ali outro lugar...
Eu - (....)
Ela - Ouviu o que eu disse?
Eu (sem ligar muito) - Claro.
Ela - Então e porque é que estacionou aqui se havia outro lugar?
Eu - Escolhi este, escolher é uma coisa complicada mas faz parte da vida, não conseguimos viver sem escolher, hás de reparar que na vida....
Ela - Eu não lhe perguntei nada sobre a vida, já chega.

sábado, 14 de novembro de 2009

No Prado






Que Deus faça de mim, quando eu morrer,
Quando eu partir para o País da Luz,
A sombra calma dum entardecer,

Florbela Espanca

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

As Estrelas, o mar, os homens e os livros



Em Fevereiro passado, milhares de estrelas-do-mar deram à costa numa praia irlandesa, há poucos dias, voltou a acontecer algo muito semelhante aqui.

Desconfio que as as estrelas-do-mar andam a querer dizer alguma coisa.

E como uma coisa leva a outra e a memória é uma coisa mirabolante, lembrei-me de dois livros do Steinbeck: "Cannery Row"  ("O Bairro da Lata") e "Sweet Thursday", lembrei-me do Nick Nolte no filme que tem o nome do primeiro livro e mais especificamente do inesquecível Doc, Um biólogo marinho atípico (não porque eu tenha alguma ideia do que possa ser um típico biólogo marinho) que - lá está - estuda as estrelas-do-mar, as fobias e as apoplexias que acredita existirem nos polvos, a instabilidade do plâncton, ao mesmo tempo que lida com as suas angústias e a sua vida, com a sensibilidade fora do comum que Steinbeck descreve assim no início do seu "Sweet Thursday".

In the late night Doc might be working at his old and battered microscope, delicately arranging plankton on a slide, moving them with a thread of glass. And there would be three voices singing in him, all singing together. The top voice of his thinking mind would sing “ What lovely particles, neither plant nor animal but somehow both- the resevoir of all the life in the world, the base suply of food for everyone. If all of these should die, every other living thing might well die as a consequence”, The lower voice of his feeling mind would be singing “ What are you looking for, little man? Is it yourself you’re trying to identify?Are you looking at little things to avoid big things?” And the third voice, which came from his marrow, would sing, “_Loneseme! Lonesome! What good is it? Who benefits? Thought is the evasión of feeling. You’re only walling up the leaking loneliness”.

Como acontece com todas as grandes personagens, Doc é inspirado (neste caso particular pode-se mesmo dizer que é decalcado) de uma personagem igualmente fascinante, mas real, que marcou profundamente Steinbeck: Ed Ricketts (Edward Flanders Robb Ricketts 1897–1948) também ele estudou a vida marinha de uma forma especial, foi um daqueles homens que viveu antes do seu tempo, um precursor da ecologia, um visionário, um filósofo, um apaixonado por poesia. Não sei se alguma vez estudou as estrelas-do-mar, mas acredito não perderia esta oportunidade para o fazer e para com tudo isto nos ensinar mais sobre a vida.


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Outono



Meados de Novembro, os Liquidambar e os Castanheiros da índia mais vestidos de verde do que seria natural.

Há um ano...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

domingo, 8 de novembro de 2009

Do conhecimento da natureza

Jorge de Sena no prefácio de " O Velho e o Mar" escreve:
"O mar e a sua fauna vivem esplendorosamente nestas páginas (...). Mas vivem sem a mínima poetização panteísta, sem a mínima deliquescência antropomórfica. Vivem. São."
Não sem antes referir, aquilo que - segundo ele - faz com que um escritor consiga fazer da natureza, Ser.
"um conhecimento profundo, de todas as horas, de todos os momentos, dir-se-ia que da mínima tonalidade da luz, como do mais comum gesto de uma espécie animal, conhecimento que na literatura contemporânea só Hemingway possuirá tão despreconceituosamente." 

sábado, 7 de novembro de 2009

Dormir no Jardim da estrela!?

Lamento, mas eu acho isto uma tremenda patetice. E não pretendo explicar porquê.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Florestas a visitar



Fôret de Soignes, 1993
Fotografia de Hugues de Wurstemberger
*

De mim para mim...

Hoje escapou-se-me mais um arco-íris lindo de morrer, não me posso esquecer de sair de casa com a máquina de apanhar arcos-íris lindos de morrer.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Outono

Há Outonos que não se esquecem, passam, sim. Dão lugar a longos Invernos, desiludidos, tristes, zangados. Salva-nos a Primavera de sempre, redentora, luminosa, capaz de envergonhar o mais inesquecível dos Outonos, e o Verão, ah o Verão! Não há Verão que não nos faça rir de um Outono inesquecível, desprezá-lo até. Mas é inevitável, o Outono chega sempre mais uma vez e entranha-se o medo, medo que seja desta que não se vai mais embora, é o Outono a trair a Primavera, ninguém trai a Primavera tão bem como o Outono. Há Outonos que não se esquecem, passam-nos.

Misread


segunda-feira, 2 de novembro de 2009