sábado, 6 de março de 2010
sexta-feira, 5 de março de 2010
Já que tem de ser assim...
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Rosa
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5.3.10
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Poema da flor proibida
Por detrás de cada flor
há um homem de chapéu de coco e sobrolho carregado.
Podia estar à frente ou estar ao lado,
mas não, está colocado
exactamente por detrás da flor.
Também não está escondido nem dissimulado,
está dignamente especado
por detrás da flor.
Abro as narinas para respirar
o perfume da flor,
não de repente
(é claro) mas devagar,
a pouco e pouco,
com os olhos postos no chapéu de coco.
Ele ama-me. Defende-me com os seus carinhos,
protege-me com o seu amor.
Ele sabe que a flor pode ter espinhos,
ou tem mesmo,
ou já teve,
ou pode vir a ter,
e fica triste se me vê sofrer.
Transmito um pensamento à flor
sem mover a cabeça e sem a olhar
De repente,
como um cão cínico arreganho o dente
e engulo-a sem mastigar.
António Gedeão
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5.3.10
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People Are Like Seasons
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5.3.10
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quinta-feira, 4 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
As Amendoeiras de Camus
Albert Camus . "O Verão" (1954)
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3.3.10
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Os Invernos não se querem demolidores, mas às vezes acontece
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3.3.10
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terça-feira, 2 de março de 2010
Flores
É nestas flores, em particular, que
vejo desenhar-se uma linha que me leva
de mim a ti, passando sobre um campo
invisível, onde já não se ouvem
os pássaros, e onde o vento não faz cair
as folhas. Estamos em frente de um canteiro
puramente abstracto, e cada uma destas flores
nasceu das frases em que o amor se manifesta,
e do movimento dos dedos sobre a pele,
traçando um fio de horizonte
em que os meus olhos se perdem. Por isso estão
vivas, e alimentam-se da seiva
que bebem nos teus lábios, quando os abres,
e por instantes a vida inteira se resume
ao sorriso que neles se esboça.
Nuno Júdice
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2.3.10
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segunda-feira, 1 de março de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Desencontros
-Qual é a Olaia mais feliz de Lisboa?
-Qual é o quê?
-Aquela que tem o privilégio de ter sido plantada no cantinho bonito com a vista sobre o Tejo.
-Olaia?
-Estivemos lá uma vez, no Fevereiro mais luminoso da minha vida, estava a dita Olaia prestes a florir....
-Não estou bem a ver o que são as Olaias?
-São as árvores mais inesquecíveis do mundo.
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26.2.10
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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
domingo, 21 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Arte desaparecida da face da terra, na Terça-feira
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26.1.10
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
domingo, 24 de janeiro de 2010
Jardins de Lisboa no Domingo de manhã (1)
António Viana Barreto
(Nova série de postais, que se pretende, cheia de lugares comuns e tão desinteressante como todas as outras)
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24.1.10
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sábado, 23 de janeiro de 2010
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Jardinagem da pesada 2
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Jardinagem da pesada
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A Salada
As minhas irmãs as plantas,
As companheiras das fontes, as santas
A quem ninguém reza...
E cortam-nas e vêm à nossa mesa
E nos hotéis os hóspedes ruidosos,
Que chegam com correias tendo mantas,
Pedem «salada», descuidosos...
Sem pensar que exigem à Terra-Mãe
A sua frescura e os seus filhos primeiros,
As primeiras verdes palavras que ela tem,
As primeiras coisas vivas e irisantes
Que Noé viu
Quando as águas desceram e o cimo dos montes
Verde e alagado surgiu
E no ar por onde a pomba apareceu
O arco-íris se esbateu...
Alberto Caeiro
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21.1.10
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PS
E não te esqueças que elas são azuis exactamente pelas mesmas razões que o mar tem para o ser.
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21.1.10
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Recado
Aquela conversa, um bocadinho pateta, de que se deve falar com as plantas, não me convence. Nada do que nós dizemos interessa minimamente a uma planta. Já ouvir o que elas têm para nos dizer, é bastante útil.
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Uma espécie de artigo no Público
Diz que é uma espécie de restauro.
Em Cidadania LX
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20.1.10
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terça-feira, 19 de janeiro de 2010
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Fácil não rima com jardinagem
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18.1.10
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domingo, 17 de janeiro de 2010
Dias de Amarilis





Foi inspirado por esta Amarilis temperamental, que Lineu escolheu o nome para a flor (esta flor, na realidade).
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17.1.10
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sábado, 16 de janeiro de 2010
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Flores para os dias de chuva
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15.1.10
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A Prunus Triloba de Llansol

[...] vivo para escrever e ouvir e, hoje, fui um dos primeiros leitores de Na Casa de Julho e Agosto; tão profundamente me sensibilizou o texto que, depois de me ter esquecido do que ia dizer, ou seja, escrever a seguir, me sentei no banco verde do jardim, junto de Prunus Triloba, a refletir que me devia perder da literatura para contar de que maneira atravessei a língua, desejando salvar-me através dela.
Jodoigne, 30 de Maio de 1979
Sonho, esta noite, com o meu último olhar frontal a Prunus Triloba:
Ser árvore, é não partir
Prunus triloba, és uma árvore.
Prunus triloba não pode partir.
Pus-lhe a mão no tronco - pedra de toque do nosso adeus.
Herbais, 31 de maio de 1980
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Rosa
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15.1.10
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Um refúgio contra as tempestades
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Do Segredo
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domingo, 10 de janeiro de 2010
Do Desejo
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sábado, 9 de janeiro de 2010
Sem horizonte
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9.1.10
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