quarta-feira, 15 de novembro de 2006

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Flora Portuguesa no seu habitat



Arísarum vulgare Targ.-Toz.
Arísaro, Capuz-de-frade, Candeias

quarta-feira, 8 de novembro de 2006

Pilritos ou Azarola


Crataegus azarolus Lin.

O género Crataegus é muito vasto, só no parque Eduardo VII em Lisboa existem pelo menos três espécies diferentes desta planta.
Também os nomes comuns em Português são imensos, Pilriteiros, Pirliteiro, Escrambulheiro, Combroeira, Espinheiro-branco, Abronceiro, Espinheiro-ordinário, Periquitos, Estrepeiro, Escalheiro,...
A pequena árvore da fotografia parece-me ser um C. azarolus, de nome comum Azarola, o fruto Azarola é muito maior que os vizinhos Pilritos e tem muitos caroços emquanto os Pilritos só têm um ou dois.
Cheguei a pensar que seria esta a famosa Acerola a rainha da vitamina C, mas não é embora seja comum a confusão e as Azarolas também sejam muito ricas nesta vitamina.

terça-feira, 7 de novembro de 2006


Para o Sr. João que dedica a sua vida a criar obras de arte como esta. E para a D. Maria que todos os dias as vai vender no mercado da Ericeira.

segunda-feira, 6 de novembro de 2006

Nas cidades a vida é mais pequena...

...

Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.

Alberto Caeiro, em "O Guardador de Rebanhos"

sábado, 4 de novembro de 2006

Solanum jasminoide
Mais uma mágica Solanácea, crescimento rápido, floração abundante, fácil de cultivar e reproduzir é uma das minhas trepadeiras preferidas, aqui outro conhecido membro da família.

quarta-feira, 1 de novembro de 2006

Praça da alegria. Lisboa

Chorisia speciosa

segunda-feira, 30 de outubro de 2006


Hedera canariensis willd.

sábado, 28 de outubro de 2006

Ideias com flores

How to plant a fence
Joep Verhoeven . Studio DEMAKERSVAN

quinta-feira, 26 de outubro de 2006

Casa Árvore







Hakea Laurina
Em todos os jardims existe uma árvore que conquista as crianças que por lá, brincam, passam, sonham... Quem não se lembra de ter tido uma árvore favorita quando era criança?
Os meus filhos têm A "casa-árvore", é (acreditava eu) uma Acácia sem grande história que cresceu de uma forma estranha e constitui um local ideal para todo o tipo de brincadeiras.
Se eu fosse fundamentalista já a tinha cortado com medo das terríveis invasões de que tanto se ouve falar, mas isso será assunto para outro post em que pretendo aqui falar das Acácias.
O que aconteceu foi que este ano pela primeira vez a "Acácia" floriu, foi uma agradável surpresa tinha flores enormes (para Acácia) e surpreendentemente divertidas, cheguei a pensar se seriam influência de tanta brincadeira da pequenada. Fotografei e comecei a procurar um nome mais específico ainda do que Acácia ou Casa-Árvore, foi aí que tive outra surpresa. Existem mais de seiscentas espécies de Acácias e não havia maneira de encontrar alguma com flores semelhantes à minha.
Lembrava-me vagamente de ter visto algo semelhante aqui e mandei um SOS o resultado é como se pode ver, o mundo é pequeno e foram mesmo os meus amigos de sempre que resolveram o problema, não era uma Acácia afinal, mas a verdade é que a casa-árvore está mais bonita do que nunca.

domingo, 22 de outubro de 2006

Árvores que contam histórias #2


O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)

Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...


Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

Alberto Caeiro

O guardador de rebanhos

sábado, 21 de outubro de 2006


Panicum repens L.
Nome comum: Escalracho, Galracho, Alcarnache, Rengro, Gramão.

sábado, 14 de outubro de 2006


Chorisia speciosa

Já referi aqui que as Paineiras de Lisboa estão a florir, como são muitas aqui fica a referência de alguns lugares onde podem ser vistas.
Jardim Botânico da Faculdade de Ciências de Lisboa
Aqui e na praça da alegria estão as maiores de todas, são exemplares magníficos e penso que as primeiras que existiram em Lisboa.
Jardim do Príncipe real
Praça das flores
Praça da Alegria
Jardim da Estrela
Jardim das Amoreiras
Campo dos Mártires da Pátria
Marquês de Pombal
Parque Eduardo VII (pavilhão Rosa Mota)
Jardim do Ultramar
Entrada principal do Centro Cultural de Belém
Av. Da Índia
Jardim Botânico da Ajuda
Campo das Cebolas

Este Jardim é mais antigo que o da Fac de Ciências, no entanto a paineira lá existente é mais jovem.

sexta-feira, 13 de outubro de 2006

SEMENTES #1

Lagunaria patersonii
A árvore pica pica está a frutificar, vou retirar as sementes do interior dos frutos com algum cuidado porque estes estão cheios de pequenos pelos urticantes que justificam os nomes comuns, cow itch tree ou árvore pica pica. São vendidos no carnaval em saquinhos, os chamados pozinhos de comichão.

quinta-feira, 12 de outubro de 2006


A florir antes de dormir.

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

O PIMENTO DE WESTON no ultraperiférico, ou como:
"Uma natureza morta pode satisfazer o espírito; alguns frutos num prato podem evocar todas as harmonias possíveis do Huniverso, os seus ritmos, as suas luzes, os seus acordes coloridos, da mesma maneira do que a música"
Charles Sterling

sexta-feira, 6 de outubro de 2006

Ouro sobre o cedro azul


Cedrus atlantica glauca

sábado, 30 de setembro de 2006

Mágicas

Brugmansia . Solanaceae

A família botânica das Solanáceas é fascinante, dela fazem parte espécies tão conhecidas e inocentes como as batatas, os tomates, as beringelas e o menos inocente tabaco, também conhecido em Portugal por erva-santa ou erva-de-todos-os-males (nicotiana spp).

Pertencem ainda a esta família uma série de plantas profundamente ligadas ao mundo do fantástico e a ritos e actividades mágico-religiosas, são plantas com substâncias alucinogénicas (e não só) que podem matar, mas simultaneamente com extraordinárias capacidades terapêuticas. Uma destas plantas é a Mandrágora, espontânea em algumas regiões do centro e sul de Portugal, cuja raiz se dizia ter uma forma humana e ao ser arrancada da terra dava um grito tão horrível que matava quem o ouvia, dizia-se ainda desta fantástica planta que quem a ingeria, morria no primeiro dia e ressuscitava no dia seguinte, foi esta a droga que Julieta tomou para fingir a sua morte. 

O género Datura ou Brugmansia povoa também inúmeras lendas, mitos e inspiram respeito e medo a quem não conhece os seus segredos, porque da mesma maneira que as suas poderosas substâncias podem curar também matam quem as utilizar indevidamente.

sexta-feira, 29 de setembro de 2006

Frágil


Lagerstroemia indica
Apesar de estar neste momento em mais um florir (esta árvore chega a florir três vezes por ano) é esta a fotografia dela que mais me agrada, gosto particularmente do seu perfil frágil. Aqui numa das minhas fotografias favoritas podem ver as Lagerstroemias como deve ser. E aqui as Lagerestroémias dos Jardins da Casa de Mateus.

sexta-feira, 22 de setembro de 2006

quinta-feira, 21 de setembro de 2006

Surpresas


Chorisia speciosa (Bombaceae) Lisboa Parque E.VII

Primeiro dia de chuva na cidade, greve do metro e início do ano lectivo... Uma manhã para esquecer....Se não fosse a surpresa de encontrar a primeira Chorisia em flor.

segunda-feira, 18 de setembro de 2006

Lirios de Sangue (Ano II)



Haemanthus coccineus L. (Amaryllidaceae)
Do grego haima (sangue), anthos (flor).

Estas flores originárias da África do sul, são ideais para terrenos áridos, este ano fiz a experiência de não as regar durante todo o verão e cá estão elas como sempre.

terça-feira, 12 de setembro de 2006

Açores

Então surgiram as ilhas luminosas
De um azul tão puro e tão violento
Que excedia o fulgor do firmamento
Navegado por garças milagrosas
E extinguiram-se em nós memória e tempo
Sophia de Mello Breyner

domingo, 10 de setembro de 2006

Planta-dos-dentes

Pluméria (Apocynaceae)
Funchal
Chamam-lhe Frangipani em homenagem a um inventor de perfumes do sec.XVI, deram-lhe nomes como Jasmim-do-cabo, Jasmim-de-manga, Jasmim-de-cayenne. Na Madeira onde abundam estas belíssimas árvores com flores de odores estonteantes, chamam-lhes Planta-dos-dentes, porque será?

terça-feira, 5 de setembro de 2006


Marcas do verão que se entranham.

terça-feira, 11 de julho de 2006

terça-feira, 4 de julho de 2006


Grevillea robusta A. Cunn.
Outra árvore Australiana, aparentemente prodigiosa, crescimento rápido, porte magnifico, verde durante todo o ano, floração colorida, fácil adaptação a solos pouco férteis ... Que mais se pode pedir a uma árvore?
Tenho visto muitas Grevíleas nos jardins mais recentes de Lisboa, e pior ainda vendem-se em quase todos os viveiros. São evidentes as características invasoras deste tipo de árvores, não sou (ainda) fundamentalista neste assunto das invasoras, acho um privilégio poder ver a enorme Grevílea do parque Eduardo VII a florir junto aos seus vizinhos Jacarandás, mas atenção! Não vamos dar o protagonismo a plantas que criaram mecanismos de defesa tão extraordinários como as Grevíleas, os Eucaliptos e as Acácias.

Os herbários de Jean-Jacques Rousseau

Rosseau dedicou os últimos anos da sua vida quase exclusivamente ao estudo da Botânica, curiosamente este facto não é sequer referido em muitas das suas biografias.
Fiel admirador da obra de Lineu, elaborou diversos herbários destinados a um público não especializado em Botânica.


“Deve julgar-se um homem pela sua utilidade... Rousseau, foi um dos maiores porque aproximou o homem da Natureza”.
Bernardin de Saint-Pierre.

segunda-feira, 26 de junho de 2006

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Homenagem viva


Lagunaria patersonii
Malvaceae


Esta árvore é originária das remotas ilhas de Norfolk (Austrália), o seu nome é uma merecida homenagem a dois Botânicos exploradores - O Médico espanhol Andrés de Laguna (1510.1559); e o Militar escocês William Patterson(1755.1810) responsável pelo envio de sementes de várias plantas das ilhas de Norfolk (1791) para os jardins botânicos de Inglaterra -

É graças a homens como estes que hoje podemos admirar duas magníficas árvores com os "hibiscos da ilha de Norfolk" em plena floração no Jardim do Príncipe Real em Lisboa.

sexta-feira, 16 de junho de 2006

Meninas e meninos

Apesar de ter a sorte de ter um jardim bastante grande no campo, vivo a maior parte do ano na cidade e por isso só me dedico à jardinagem ocasionalmente. Este inverno recebi um presente fascinante que me obrigou a pôr mãos à obra e criar um viveiro de árvores tropicais na minha casa de Lisboa. Em pleno inverno o duche foi o local mais tropical que encontrei e foi lá que as sementes mais sensiveis germinaram, passando mais tarde para a sala onde ficaram até o tempo aquecer. À algumas semanas passaram para a varanda, não sem tremendas preocupações, a poluição, as evasões de traças e todo o tipo de bichos, têm sido dramáticas mas as mais fortes lá se vão aguentando. Está agora na altura de as levar para aquela que será a morada definitiva, o meu jardim, onde serão plantadas no princípio do Outono.

quarta-feira, 14 de junho de 2006

Primogénita

Rosa Pierre Ronsard
É o primeiro botão de uma roseira plantada este ano que se tudo correr bem pode ficar assim. Vamos aguardar pacientemente.

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Hortelã-verde

Este blog é uma inspiração e uma enorme lição de vida, é feito por uma jovem Portuguesa que se dedica à permacultura e agricultura biológica de alma e coração. Espero sinceramente que ela tenha consciência do importante papel que pessoas como ela têm na evolução da mentalidade de um país.

domingo, 11 de junho de 2006

Viagens filosóficas


O primeiro passo de uma nação, para aproveitar suas vantagens, é conhecer perfeitamente as terras em que habita, o que em si encerram, o que de si produzem, o de que são capazes. A história natural é a única ciência que tais luzes pode dar; e sem um conhecimento sólido nesta parte, tudo se ficará devendo aos acasos, que raras vezes bastam para fazer a fortuna, e a riqueza de um povo.

Palavras do Abade Correia da Serra (1750.1823) no discurso inaugural da Academia das Ciências de Lisboa em 1779

Como Vandelli ensina nas “Viagens Filosóficas”, a descrição de um país implica dar conta do clima, acidentes geográficos, natureza dos portos, desenhar mapas se fosse caso disso, sobrepor aos que houvesse a carta mineralógica, analisar fronteiras, a navegabilidade dos rios, o tipo de embarcações, aparelho de guerra, manufacturas, religião praticada, doenças endémicas, remédios nativos, costumes do povo, indumentária, tecidos, arquitectura e materiais de construção, sistema de governo, etc.. O filósofo natural devia também preparar, conservar e remeter amostras das produções naturais ao Real Jardim Botânico da Ajuda. Esta instituição era um laboratório onde se apuravam técnicas, como a purificação do anil, e uma estação aclimatadora, na qual se seleccionavam plantas úteis para introduzir onde melhor vegetassem, em Portugal ou nas conquistas.
Texto tirado aqui

sexta-feira, 9 de junho de 2006


A alegria do
Amarelo
Fortificante do corpo, age em tecidos internos, estimula o sistema nervoso central, contribui para a regeneração de problemas ósseos, bom para prisão de ventre, potencializa o fósforo e o sódio. Estimula o intelecto.

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Azul aos pedaços


Pelo chão.

terça-feira, 6 de junho de 2006

Para o ano há mais!


Estenda-se então a passadeira azul, para uma saída em beleza

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Jardims, páteos e logradouros. O privilégio de possuir uma árvore na cidade

terça-feira, 30 de maio de 2006