quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

New kids in town

11 | 02 | 2016

24 | 02 | 2016

Que é como quem diz, miúdos novos na cidade. Filhos legítimos das ilustres Gingkos do Jardim das Amoreiras, sementes (fruto) recolhidas no dia 1 de janeiro de 2016.
Lá mais para o Verão mudam-se para o campo onde se vão juntar a estas irmãs mais velhas.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

No Prado


As árvores não se medem aos palmos


As cameleiras não têm pressa de crescer. Esta comprei-a numa visita ao Porto em Janeiro de 2007, viveu algum tempo num vaso dentro de casa e mais tarde foi plantada no jardim onde nunca deixou de nos encantar e fazer pela vida, as suas flores foram algumas vezes inspiração e mais ou menos, protagonistas neste blogue, no entanto a árvore continua pequenina ainda não tem muito mais de um metro de altura...

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A florir


Pachyphytum 
(Ou talvez não... porque isto de identificar suculentas é só para os especialistas)

O Inverno


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Victor Hugo


Aimer, c'est agir.


Désobéir, c'est chercher.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Um jardim é um resumo da civilização



(...)
Não sei que coisa estranha e pobre existe na substância íntima dos jardins citadinos que só a posso sentir bem quando me não sinto bem a mim. Um jardim é um resumo da civilização — uma modificação anónima da natureza. As plantas estão ali, mas há ruas-ruas. Crescem árvores, mas há bancos por baixo da sua sombra. No alinhamento virado para os quatro lados da cidade, ali só largo, os bancos são maiores e têm quase sempre gente.

Não odeio a regularidade das flores em canteiros. Odeio, porém, o emprego público das flores. Se os canteiros fossem em parques fechados, se as árvores crescessem sobre recantos feudais, se os bancos não tivessem alguém, haveria com que consolar-me na contemplação inútil dos jardins. Assim, na cidade, regrados mas úteis, os jardins são para mim como gaiolas, em que as espontaneidades coloridas das árvores e das flores não têm senão espaço para o não ter, lugar para dele não sair, e a beleza própria sem a vida que pertence a ela.
(...)
Bernardo Soares . "Livro do Desassossego"



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Viajar

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Emily


Sépala, pétala, espinho.
Na vulgar manhã de Verão –
Brilho de orvalho – uma abelha ou duas –
Brisa saltando nas árvores –
- E sou uma rosa!

80 poemas de Emily Dickinson", Edições 70, Lisboa, 1978 (tradução de Jorge de Sena)

A sepal, petal, and a thorn
Upon a common summer's morn --
A flask of Dew -- A Bee or two --
A Breeze -- a caper in the trees --
And I'm a Rose!


Emily Dickinson

Um pequeno cacto amarelo


Faucaria tigrina
1950, Fevereiro, 5


Ganho de presente um pequeno cacto amarelo, que pede só duas colherinhas d'água cada trinta dias. E não sobre si mesmo: sobre a areia em redor. Sem aspirar ao sol senão muito raramente.
-Me deixem ficar aqui no meu canto — parece dizer-nos — dispenso carinho.
Se não é belo, mostra-se pelo menos "áspero, intratável", como o grande exemplar de que fala Manuel Bandeira. E assim miúdo, assim agarrado à secura e ao isolamento voluntários, a gente já começa a sentir peninha dele, e a querer dispensar-lhe atenções mortais.

Carlos Drummond de Andrade . " O Observador no Escritório"

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Gostar de árvores e viver em Lisboa está a tornar-se inconciliável.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Ver


Tudo quanto é belo manifesta o verdadeiro.
Victor Hugo

domingo, 31 de janeiro de 2016

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

O presente de uma filha



Muita gente pergunta:
Para quê salvar as árvores?

(...)
É muito simples...

(...)
Porque são capazes de desafiar o céu
e contrariar o homem;

Porque cada uma é única!

Porque sem elas existiria um
vazio, que nos traria
um arrepio de solidão e
insatisfação...

(...)

Marta 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Uma nota sobre essa coisa das presidenciais

O inteligente sonha, desbrava e constrói. O habilidoso encena, manipula e convence. 
O habilidoso que acabou de ser eleito presidente da república portuguesa tem finalmente uma boa oportunidade para nos mostrar se também é inteligente.

domingo, 24 de janeiro de 2016

Parques de Lisboa num Domingo de manhã



Quintas das Conchas e Liláses

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Glossário botânico


Juniperus (Zimbro)

Gálbulo- designação dada aos estróbilos arredondados, ou em forma de cone curto com base arredondada, carnudos e indeiscentes (que não se abrem quando maduros), produzidos por diversas espécies de coníferas do género Juniperus. Estas estruturas, morfológicamente semelhantes a bagas, são na realidade megastróbilos que encerram várias sementes no seu interior.

No Prado


John Muir



Any fool can destroy trees. They cannot run away; and if they could, they would still be destroyed,-chased and hunted down as long as fun or a dollar could be got out of their bark hides, branching horns, or magnificent bole backbones. Few that fell trees plant them; nor would planting avail much towards getting back anything like the noble primeval forests. During a man's life only saplings can be grown, in the place of the old trees-tens of centuries old-that have been destroyed. It took more than three thousand years to make some of the trees in these Western woods,--trees that are still standing in perfect strength and beauty, waving and singing in the mighty forests of the Sierra. Through all the wonderful, eventful centuries since Christ's time-and long before that- God has cared for these trees, saved them from drought, disease, avalanches, and a thousand straining, leveling tempests and floods; but he cannot save them from fools.
John Muir . Our National Parks (1901)

sábado, 16 de janeiro de 2016

Janeiro é o mês mais bonito do ano




Admirável aquele
cuja vida é um contínuo
relâmpago


Matsuo Bashō . em "O Gosto Solitário do Orvalho" (versão de Jorge de Sousa Braga)

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Amores improváveis


Couves acompanhando laranjeiras

Ando com vontade de entender melhor um conceito base da permacultura, a Plantação Consociada (tradução infeliz do termo, muito mais bonito e inspirador, companion planting). 
A melhor maneira de o fazer é obviamente falar com aqueles que durante muitas gerações se dedicam à agricultura de pequena escala e por isso sabem tudo o que há para saber acerca das relações de amor e ódio existentes  entre as plantas com que convivem diariamente. Infelizmente nesses casos tenho notado uma enorme resistência à introdução de espécies ou experiências novas, facto que apesar de ser compreensivo é bastante limitativo. Outro meio de lá tentar chegar é consultar livros e bons blogues sobre o assunto. Quando, depois disto tudo, a curiosidade persiste há que deitar mãos à terra sem medos e procurar perceber quais são as plantas que juntas conseguem uma harmonia tão surpreendente como aquela que se encontra no Amor.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Wild is the wind


Don't you know you're
Life itself

Like a leaf clings
To the tree
Oh my darling,
Cling to me
For we're like creatures
In the wind
And wild is the wind
Wild is the wind



domingo, 10 de janeiro de 2016

sábado, 9 de janeiro de 2016

No Prado





sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Atget

Saint-Cloud, 1924

domingo, 27 de dezembro de 2015

Natal e mais além


Cupressus sempervirens

O Natal aguça sempre a minha curiosidade pelo complexo universo das coníferas. Os comportamentos, especificidades e diferenças entre Cedros, Abetos (Abies), Piceas, Ciprestes, Tuias... são nesta altura do ano aferidos com atenção quando está em curso a missão impossível de encontrar a árvore de Natal perfeita.
Este ano encantou-me particularmente descobrir no meu jardim um jovem cipreste ao qual nunca tinha dado muita atenção, o facto de estar nesta altura do ano cheio de novos cones e a nobreza do seu porte fazem dele a minha árvore de Natal perfeita, lá no cantinho discreto do jardim.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Lisboa com suas árvores


De várias cores...

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Em defesa das árvores de Lisboa





Os Espaços verdes de qualquer cidade são elementos de importância não apenas local mas universal, e constituem um dos mais relevantes contributos da cidade para a qualidade de vida, protecção da natureza e consciência ambiental no planeta.

As árvores, elementos fundamentais e unificadores destes espaços urbanos, são para além de tudo património que nos foi confiado por antepassados e que nos cabe dignificar e fazer chegar intacto ou valorizado às gerações futuras.

A gestão e qualidade das árvores e dos espaços verdes numa cidade são reflexo inequívoco da relação desta com o ambiente e do seu compromisso com o futuro. A ignorância, desrespeito e indiferença pelas árvores e pelos jardins, que infelizmente encontramos transversalmente em toda a sociedade, deve obrigar as autarquias a implementar medidas urgentes de comunicação e sensibilização das populações e a contribuir com fortes exemplos de boas práticas.

A recente desagregação dos serviços autárquicos responsáveis pelas árvores e espaços verdes de Lisboa (decisão política sobre a qual não vemos razões para nos pronunciar) desencadeou uma série de episódios que, com maior ou menor gravidade, constituem atentados ao património arbóreo da cidade e acerca dos quais não sabemos ficar indiferentes e calados. Entendemos que só estarão reunidas condições para uma correcta gestão das árvores de Lisboa quando forem clarificadas as seguintes bases de acção: Planeamento, transparência e unidade.

1) Planeamento: É indispensável que as Juntas de freguesia elaborem um planeamento anual (ou  mesmo de mandato) de acções previstas, sujeito a consulta pública. Este ponto não consta do projecto de Regulamento Municipal do Arvoredo de Lisboa, mas a plataforma no seu contributo a este mesmo projecto sugere a sua incorporação.

2) Transparência: relativa a adjudicações, relatórios técnicos, meios utilizados, razões evocadas, fim dado à lenha... tudo isto deve ser de fácil consulta e esclarecido quando solicitado. Sabemos bem que não é o caso.

3) Unidade: o desmembramento da gestão do arvoredo não se pode reflectir no património arbóreo que se tem de manter uno. Uniformização de critérios e práticas em toda a cidade. Para isto é indispensável (como a CML já reconheceu) um efectivo Regulamento Municipal do Arvoredo e meios de fiscalização que garantam o seu justo cumprimento.

Plataforma em Defesa das árvores 

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

live now


A saudade funciona para trás e para a frente. O amanhismo é uma ilusão horrenda – pensar que tudo vai acabar bem, em vez de dar graças por aquilo que se tem.
Miguel Esteves Cardoso

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Se este blogue fosse dado a oragos



Francesco del Cossa. Santa Luzia, c. 1470

Washington, National Gallery of Art

E, já agora, sobre a folha de palmeira:
Os primeiros cristãos associaram o ramo da palmeira como símbolo do martírio. Santos martirizados podem usar a folha de palma como um dos seus atributos pessoais, de forma a enfatizar a sua vitória sobre o pecado e a morte. 

domingo, 6 de dezembro de 2015

A manhã de nevoeiro

Por manhã entende-se o princípio de qualquer coisa nova — época, fase, ou coisa semelhante. Por nevoeiro entende-se que o Desejado virá “encoberto”; que, chegando, ou chegado, se não perceberá que chegou.

Fernando Pessoa

Em Dezembro


sábado, 5 de dezembro de 2015

No Prado