sábado, 20 de agosto de 2016

Passear

Num país onde as árvores estão constantemente em perigo é uma agradável surpresa reencontrar árvores que conhecemos desde sempre.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Coisas



quinta-feira, 30 de junho de 2016

Um choupo que já não existe

Populus nigra (Lisboa . Av. Fontes Pereira de Melo)
Absurdamente abatido para construir uma ciclovia...

segunda-feira, 27 de junho de 2016

Das árvores que eu vi nascer (12)

Um dragoreiro que já por aqui passou. E a constatação de que às vezes os dragoeiros crescem o mesmo do que as filhas.

As minhas rosas


Tempos estranhos estes que vivemos, em que o título de uma mensagem não diz necessariamente respeito ao seu conteúdo.

sábado, 25 de junho de 2016

Homens com flores (16)


Prince . Lovesexy (1988)

Tempos estranhos estes que vivemos, em que o título de uma mensagem é mais importante do que o seu conteúdo.

Segue o teu destino,

 
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.
(...)
Ricardo Reis

domingo, 19 de junho de 2016

I rest my case









As árvores de Lisboa estão nas mãos de incompetentes, autistas e prepotentes que não aceitam dialogar.
E mais não digo.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Ramo de cheiros

Mentha pulegium

poejo
O termo pulegium, que deriva da palavra pulex (pulga), deve-se ao antigo costume de queimar poejo no interior das casas para repelir estes insectos.

sábado, 11 de junho de 2016

Quase a florir

Echeveria shaviana 

terça-feira, 7 de junho de 2016

O orgulho da Madeira no meu jardim




Echium candicans


sexta-feira, 27 de maio de 2016

E chegam as aquilégias...


.... As flores voadoras

As últimas orquídeas

 Epipactis helleborine
Ophrys apifera Huds.
E para o ano, se tudo correr bem, há mais.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

O primeiro dia da minha primeira peónia


 No seu "Out of Africa" Karen Blixen conta a história da sua primeira e única peónia nascida em Africa e lamenta o facto de a ter cortado.

“Once when I was at home, an old lady in Denmark gave me twelve fine peony-bulbs which I brought into the country with me at some trouble, as the import regulations about plants were strict. When I had them planted, they sent up, almost immediately, a great number of dark carmoisin curvilinear shoots, and later a lot of delicate leaves and rounded buds. The first flower which unfolded was called Duchesse de Nemours, it was a large single white peony, very noble and rich, it gave out a profusion of fresh sweet scent. When I cut it and put it in water in my sitting-room, every single white person entering the room stopped and remarked upon it. Why, it was a peony! But soon after this, all the other buds of my plants withered and fell off, and I never got more than that one flower.
Some years later I talked with the English gardener of Lady McMillan, of Chiromo, about peonies. “We have not succeeded in growing peonies in Africa,” he said, “and shall not do so till we manage to make an imported bulb flower here, and can take the seed from that flower. This is how we got Delphinium into the Colony.” In that way I might have introduced peonies into the country and made my name immortal like the Duchesse of Nemours herself; and I had ruined the glory of the future by picking my unique flower and putting it in water.”

“Visitors to the Farm,” Out of Africa"

sexta-feira, 6 de maio de 2016

As árvores de Lisboa precisam de atenção, apareçam!



Miguel Sepúlveda Velloso, José Sá Fernandes, António Bagão Felix, Susana Neves, Carlos Souto Cruz, Raquel Pires Lopes, Ana Luísa Soares e Sónia Talhé Azambuja, Rui Tujeira, Rui Pedro Lérias...

Vamos falar de árvores!

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Queridos jacarandás


Por favor não se esqueçam de florir em breve.

domingo, 1 de maio de 2016

Mais um Livro

E aqui tudo tão bem explicado, as pessoas, a natureza, e tudo aquilo que é verdadeiramente importante, leiam pois...

Elas andam por aí...

Ophrys apifera Huds.

Cephalanthera longifolia


Epipactis helleborine


Segundo consta e eu acredito, as orquídeas silvestres não são domesticáveis, aparecem e desaparecem apenas quando e onde lhes apetece e ai de quem se atreva a alterar-lhes os planos de vida. No meu jardim aparecem nos lugares mais inusitados, no meio das estradas e caminhos, nos canteiros, no meio do relvado... Para as convencer a ficar tenho de deixar o relvado por cortar, proibir o trânsito automóvel, alterar percursos... Mas vale a pena!

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Quanto vale uma paisagem?


Encontrei, num relatório da OCDE que vasculhava por outras razões, estes dados sobre o papel pioneiro e promissor de Portugal na produção de energias renováveis (particularmente a eólica), não posso dizer que a informação me desagrade ou que a minha posição em relação a estes dados seja de alguma forma negativa. Mas tenho pena que nestes relatórios em que se avaliam essencialmente factores económicos não se tenha tentado avaliar o valor da paisagem que em Portugal foi sacrificada a esta actividade. Infelizmente o valor da paisagem ainda não pode ser quantificado (ou não convém que o seja).

"As energias renováveis avançaram a um ritmo impressionante desde 1990 e Portugal tornou-se líder europeu no que se refere à utilização de fontes de energia renovável, excluindo a energia hidráulica. A energia eólica, que tem sido o impulsionador subjacente a esta evolução, tem vindo a crescer a um ritmo de 52% ao ano desde 1990 em Portugal, face a 28% na Europa da OCDE. (...) Consequentemente, as emissões de CO2, em particular as resultantes da produção de eletricidade, têm diminuído desde 2005 e são relativamente baixas em Portugal .

O avanço em matéria de energias renováveis representa uma promessa para Portugal, na medida em que se pode vir a tornar líder na aplicação de energias renováveis e na exportação dos seus conhecimentos. Isto é especialmente verdade no caso da energia eólica, uma área em que Portugal tem assumido um papel pioneiro. Com base neste êxito, existe o potencial de criação de emprego, mas o sucesso dependerá de políticas boas e economicamente rentáveis. 

Um desafio será estabelecer uma base industrial verde de forma a minimizar custos, as rendas ou as distorções desnecessários para os utilizadores e que isso não constitua uma sobrecarga adicional para as contas orçamentais. Atualmente, o preço que Portugal está a pagar pelo seu papel pioneiro na energia renovável é elevado, uma vez que os objetivos ambientais na política energética têm sido, em grande medida, baseados em apoios generosos aos produtores. O apoio público ascende a 14 EUR por MWH, que representa o terceiro mais elevado na União Europeia, depois da Espanha (18 EUR) e da Alemanha (15 EUR) (CE, 2014). "

De um Estudo publicado sob a responsabilidade do Comité de Análise da Economia e do Desenvolvimento da OCDE, responsável pela análise da situação económica dos países membros. 

A situação e políticas económicas de Portugal foram analisadas pelo Comité em 23 de setembro de 2014. O projeto de relatório foi depois revisto à luz das discussões e o relatório final foi aprovado por todo o Comité em 6 de outubro de 2014.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Um brasileiro em terras portuguesas

Em relação com as árvores só de sombra, o árabe não deixou aos portugueses senão maus exemplos. Foi na Europa um inimigo, talvez se deva dizer, sistemático, das árvores grandes, altas e ramalhudas, nas quais viu, decerto, refúgios ou esconderijos para os nórdicos em tempo de guerra. Ou obstáculos à ocupação metodicamente económica do solo  com pequenas árvores de fruto, com hortas e jardins, que devessem antes ser expostos a sol que defendidos dele por excessivas sombras. Na arquitectura doméstica, por meio de janelas e abalcoados em xadrez, nas cidades, por meio de ruas estreitas e de arcos, no vestuário, por meio de longos mantos ou xales, o árabe soube, como ninguém, desenvolver um sistema de protecção ou resguardo do homem contra os exageros do sol tropical. Mas fracassou com relação ao aproveitamento da árvore e dos jardins, talvez por se ter originado a sua cultura em áreas de árvores raras e pequenas.

Deste desamor do mouro ou do árabe à árvore muito temos sofrido, portugueses e descendentes de portugueses nos trópicos.

A verdade, porém, é que a quinta -pelo menos a quinta afidalgada- parece representar uma rectificação portuguesa -com influência quer dos antigos romanos, através dos Joões de Castro que os copiaram nos gestos, nas atitudes e nos estilos de vida patrícia, quer dos ingleses, que a doçura do clima foi atraindo aos arredores de lisboa- aos exageros de desamor às árvores altas, grandes e quase inúteis: desamor desenvolvido na Europa ibérica por árabes desejosos de aproveitar o máximo das terras para sua policultura útil, económica, bem dirigida. Desamor não de todo contrariado por frades ou monges cujo interesse nas extensões de terras sob o seu domínio se fixou antes na exploração agrária que na conservação, considerada por muitos deles talvez só estética -pecaminosamente estética- de matas ou paisagens. Mesmo assim parece que é principalmente a frades com alguma coisa de paisagistas em seu modo de ser latifundiários, que se deve o que há de coroado por arvoredo antigo e português na paisagem mais castiça. As matas, ainda hoje com alguma coisa de monástico, do Buçaco, por exemplo.

Gilberto Freyre (1951)

terça-feira, 26 de abril de 2016

Os meus pinheiros e os eucaliptos do vizinho


E se dúvidas ainda existissem acerca da malvadez dos eucaliptos, veja-se aqui a diferença entre o coberto vegetal na zona de pinheiros e o do terreno vizinho onde há vários anos fazem produção intensiva de eucaliptos (abatidos e replantados de 10 em 10 anos). Já em 2012 aqui tinha mostrado este lugar e é curioso reparar que embora a diferença de tamanho dos pinheiros, de então para cá, seja irrelevante, os eucaliptos das fotografias de 2012 já foram abatidos, plantados novos, e mesmo assim já cresceram mais do que os pinheiros que ali ao lado tranquilamente vão fazendo pela vida.

As primeiras folhas de um Acer um bocadinho vaidoso


Acer negundo 'flamingo'

sábado, 23 de abril de 2016

Pouca coisa


terça-feira, 19 de abril de 2016

Uma questão de escala

Cotyledon tomentosa

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O jardim público

(O Jardim Público em França)
Un jardin public est un terrain enclos, paysagé et planté destiné à la promenade ou à l’agrément du public.
Le jardin public procure au visiteur l’agrément d’un lieu en retrait de la norme urbaine.
Les codes de la ville sont abandonnés à l’entrée et la liberté des tenues ou des attitudes favorise les rencontres.
On retrouve des étudiants révisant leur cours, des retraités se promenant, de jeunes parents et leur enfant.
Lycéens, étudiants, travailleurs en pause s'y restaurent le midi.
Des musiciens ou des acteurs de théâtre profitent de cet espace pour répéter.
Le jardin public est, dans la ville, un lieu incontournable de socialisation.



(O Jardim Público em Inglaterra)
A garden is usually a piece of land that is used for growing flowers, trees, shrubs, and other plants.
In addition to plants, many gardens also have landscaping features such as pathways, seats, rock gardens, ponds, fountains, a small stream with or without a waterfall.
Many people find gardens relaxing especially if the garden is full flowers with strong scents.
Some flowers like roses, bougainvilleas, orchids and many others are just beautiful to look at.
Many people think that gardens are very beautiful and a place to relax and/or entertain.
A garden can have a place to barbecue, to sit and to read.

O Jardim Público em Portugal, é um lugar onde se podem instalar esplanadas, quiosques de refrescos, equipamento urbano de estadia para a terceira idade e equipamento lúdico-infantil, iluminação pública, organizar feiras e mercados.... E sendo este o paradigma, não é de admirar que uma junta de freguesia de Lisboa ao lançar o concurso para um novo jardim não utilize uma única vez palavras como plantar, árvores, flores, relva, paisagem, biodiversidade....

Concurso de Ideias | "Jardim das Cores"

O Largo Manuel Emídio da Silva, meia laranja de passeios largos e convidativos, que pedem solarengas esplanadas para fazer frente à restante azáfama da vida citadina, é um local que outrora foi um fervilhante ponto nevrálgico da Estrada de Benfica e porta principal do Jardim Zoológico de Lisboa e que foi aos poucos sendo abandonado pela população e pelo comércio.
Deste modo, a Junta de Freguesia de São Domingos de Benfica propõe-se transformar este icónico Largo num novo jardim, o “Jardim das Cores” com o qual pretendemos brindar os nossos fregueses e os lisboetas em geral.
Este denominado “Jardim das Cores”, terá como função revitalizar não só o Largo como todo o comércio envolvente, proporcionando um agradável espaço de lazer (...)

O concurso terá como tema “As Cores”, desejando-se que pela vida que traduzem invistam também o espaço de uma nova vida, animando espíritos e libertando a mente(...)