sexta-feira, 30 de julho de 2010

Silly season

Delphinium 


terça-feira, 20 de julho de 2010

Viver na falésia




"Falésia é uma forma geográfica litoral, caracterizada por um abrupto encontro da terra com o mar."
da Wikipédia

quinta-feira, 15 de julho de 2010

As Murtas

Myrtus communis

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Verão azul

Anagalis monelli


sábado, 10 de julho de 2010

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Ilhas

Robert Mapplethorpe
Poppy, 1988

(A vida é feita assim de pequenas solidões)
R. Barthes . "a câmara clara"

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Alcaparra


Capparis spinosa


domingo, 4 de julho de 2010

Claro...



La clarté ne naît pas de ce qu'on imagine le clair, mais de ce qu'on prend conscience de l'obscur.

Carl Gustav Jung 

sábado, 3 de julho de 2010

Hoje no botânico...


Dianella tasmanica

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Pormenores do Plano de Pormenor


Dietes bicolor .  No Jardim Botânico da Faculdade de Lisboa

Dei-me ao trabalho de ler a informação disponibilizada pela CML sobre o "PLANO DE PORMENOR DO PARQUE MAYER, JARDIM BOTÂNICO, EDIFÍCIOS DA POLITECNICA E ÁREA ENVOLVENTE" que, tal como desconfiava, é um plano focado em tudo o que será construção e reabilitação de imóveis. Feito por uma equipa muito preocupada com as questões ambientais (como convém) que muito admira a natureza e as manchas verdes,  mas que pouco ou nada propõe - nem de bom nem de mau, verdade seja dita - para o Jardim Botânico além da demolição de estufas e algum equipamento obsoleto, o restauro e reaproveitamento dos edifícios de interesse e esta, no mínimo intrigante, passagem pedonal:

O Plano prevê a criação de um percurso de atravessamento exclusivamente pedonal, que culminará numa escada no topo da parte alta do jardim botânico, que será limitado através de uma vedação, e que será o mais ligeira e permeável possível visualmente, no entanto, impedindo o acesso ao interior do jardim. São de esperar efeitos positivos ao nível da acessibilidade ao público e habitantes, favorecendo o acesso ao interior do jardim e integração do mesmo na área urbana, o que terá reflexos na afluência de visitantes e no ambiente urbano envolvente.

Pelo que eu entendi - corrijam-me se estiver errada - o plano prevê a construção de um corredor (não me ocorre outra imagem) que atravessa o jardim. Este corredor será limitado pela tal vedação (ligeira e permeável visualmente - deixem-me rir) que impedirá a entrada no jardim às pessoas que apenas estão de passagem (porque como se sabe a entrada no jardim é, e deve continuar a ser, paga). O que me intriga é como vão os visitantes do jardim conseguir atravessar para um e outro lado do dito corredor.




O Plano propõe ainda um museu do Jardim (muito gosta esta gente de construir museus). Aquele jardim já é um museu, se me permitem uma sugestão o que ele podia ter era uma escola de Jardinagem e, mais uma vez, bons jardineiros.

Uma questão de prioridades


O Jardim Botânico é um espaço muito mais importante para a cidade de Lisboa do que o Parque Mayer. 
É lamentável que em vez de se discutir o plano de pormenor para o Jardim Botânico e zona envolvente, se esteja a discutir o plano de pormenor para o Parque Mayer e zona envolvente.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Romantismo puro



"I am no better than the old lightning-struck chestnut-tree in Thornfield orchard," he remarked ere long. "And what right would that ruin have to bid a budding woodbine cover its decay with freshness?"
"You are no ruin, sir - no lightning-struck tree: you are green and vigorous. Plants will grow about your roots, whether you ask them or not, because they take delight in your bountiful shadow; and as they grow they will lean towards you, and wind round you, because your strength offers them so safe a prop."
Jane Eyre . Charlotte Bronte

Já tinha aqui referido o carácter sedutor do Castanheiro-da-Índia, mas a impressionante visão da ruína deste Castanheiro é uma imagem real e trágica do mais puro e duro romantismo.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Até breve


terça-feira, 29 de junho de 2010

On Living

Living is no laughing matter :
you must live with great seriousness 
like a squirrel, for example -
I mean without looking for something beyond and above living,
I mean living must be your whole occupation.

Living is no laughing matter :
you must take it seriously, 
so much so and to such a degree
that, for example, your hands tied behind your back, 
your back to the wall,
or else in a laboratory,
in your white coat and safety glasses,
you can die for people -
even for people whose faces you have never seen,
even though you know living
is the most real, the most beautiful thing.

I mean, you must take living so seriously
that even at seventy, for example, you'll plant olive trees -
and not for your children, either
but because although you fear death you don't believe it,
because living, I mean, weighs heavier. 

Nâzim Hikmet Ran (1902-1963) 

domingo, 27 de junho de 2010

Abóbora

menina

Há dias assim...


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Os Jardins Românticos




Romanticism gave primacy to the imagination, to the senses, to intuition and inspiration, putting a premium on the spectacular, the mysterious, the dramatic. Above all, its emphasis was faith in the self, in the individual. As a movement, Romanticism has been minutely examined in the genres of music, literature, and art. But in this comprehensive survey, we see its development in that most transient manifestation of human effort: the garden.

Romantic gardens were a source of sensory delight, moral instruction, spiritual insight, and artistic inspiration. Here nature stimulated reverie and sentiment. Rustic structures, inscribed monuments, sweeping vistas, and naturalistic lakes and cascades were elements in an ever-changing panorama. Nature, and by extension, gardens were expected to stir the imagination, to clear the mind, to relieve the soul of its burdens, to provide both solace and salvation.


Do texto de apresentação da exposição . Romantic Gardens: Nature, Art, and Landscape Design

I have changed my sky...

Matthias Heiderich . Color Berlin

 aqui


I have changed my sky without changing my mind. I resume these old notes in a new world. I hardly know of what use they are; but it’s easier to stick to the habit than to drop it. 


Mudei de ares sem mudar de ideias. Retomo estas velhas notas num mundo novo. Não sei que préstimo poderão ter, mas é mais fácil manter um hábito do que pôr-lhe fim.

É com estas palavras que Henry James começa um dos seus contos (A Light Man. 1869). Eu transcrevo-as, porque não me saem da cabeça, na altura em que este blog completa o seu quinto ano de existência.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Toca a assinar

Foto de A. Lourenço, publicada no Cidadania Lisboa em 1 de Junho.

Os utentes e comerciantes do Príncipe real estão desiludidos com o pavimento que foi colocado no Jardim, -  como eu os compreendo, depois das obras, fui lá uma vez e não tenho vontade de voltar tão cedo - diz quem sabe, que aquela coisa faz um pó desgraçado, com todos as consequências desagradáveis de que o pó desgraçado é capaz.

Foi feita uma "Petição à Câmara Municipal de Lisboa para correcção do Pavimento e outras deficiências no Jardim França Borges / Jardim do Príncipe Real" que está no quiosque do Sr. Oliveira (ali mesmo à beira do Jardim onde outrora havia umas árvores já grandinhas e agora há uns lódãos pequenitos que para além de bastardos estão moribundos) e deverá ser assinada por todos os que desejarem solidarizar-se com ela e com os principais prejudicados com a situação (aqueles que frequentam diariamente ou trabalham no Jardim). Eu amanhã abro uma excepção e vou até lá assinar, não me posso é esquecer da máscara.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Solstício

"Ó Sol, não te vás embora"