quinta-feira, 20 de junho de 2013

Se a luz é tanta, como se pode morrer?

 Brachychiton acerifolia 

A boca, 

onde o fogo 
de um verão 
muito antigo cintila, 
a boca espera 
(que pode uma boca esperar senão outra boca?) 
espera o ardor do vento 
para ser ave e cantar. 

Levar-te à boca, 
beber a água mais funda do teu ser 
se a luz é tanta, 
como se pode morrer?

Eugénio de Andrade


2 comentários:

Lopes disse...

:)

ana disse...

Há lindas no Parque da Saúde de Lisboa