quinta-feira, 22 de maio de 2014

E esta ...


Aqui no blogue chamava-lhe favorita e tinha o hábito de a fotografar todos os dias talvez porque soubesse que a sua beleza não podia durar para sempre. Hoje abateram-na, não sei dizer racionalmente se a deviam ter salvo ou recuperado depois de, num dia ventoso, ter perdido um ramo importante, sei apenas que esta Tília me vai fazer falta.

5 comentários:

Xisto disse...

A morte de uma árvore, seja por doença e causas naturais, seja por ignorância e estupidez, é sempre motivo de tristeza. Morreram-me recentemente duas árvores que estimava particularmente, um salgueiro anão (salix caprea), devido a um temporal, e um sobreiro, por causa desconhecida. Ainda não consegui despedir-me de nenhuma delas.

Rosa disse...

; ) É principalmente uma grande desilusão, a morte de uma árvore, porque são uma das nossas grandes ilusões de imortalidade.

Como diz o poeta:

Árvore
Quando eu morrer, hás-de falar
De mim, que te plantei.
E, em cada ramo novo que brotar,
Serás um gesto meu a perdurar:

- Por ti, não morrerei …


Francisco Bugalho

Xisto disse...

Sobretudo desilusão, sim. Sempre os poetas indo mais longe. Obrigado pelo poema.

Ana Paiva Nunes disse...

Boa tarde. Esta também era a minha árvore preferida e não consigo entender como foi possível abateram-na. Tem alguma informação do motivo? É que estou verdadeiramente triste e enfurecida. Obrigada.

Rosa disse...

Olá Ana, em Março, num dia ventoso, um ramo desta árvore partiu-se. A EPAL que é responsável por esta árvore decidiu resolver o assunto desta forma radical. Era uma das árvores mais bonitas de Lisboa.