sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Melia azedarach
(...) João Sem Medo sentiu de súbito a carne converter-se numa matéria mais áspera e o sangue a correr de forma diferente nas veias.

Quis fazer um gesto. Impossível. Baixar as mãos. Não pôde. Exprimentou dar um passo. Em vão! Era como se o prendessem à terra raízes inexplicáveis.

Mas só quando um pardal lhe veio construir o ninho nos braços é que João Sem Medo compreendeu com espanto que estava metamorfoseado em árvore.

Texto de:
Aventuras Maravilhosas de João Sem Medo
- José Gomes Ferreira


Por vezes temos que ser nós a dar voz às árvores porque elas não podem gritar, e também porque sinto minhas as dores delas. Alguma coisa tem de ser feita acerca disto, disto, disto, disto, disto,............

3 comentários:

Elsa Castelo disse...

O texto é lindo, adequadíssimo e dá vontade de reler o José Gomes Ferreira.

A realidade que invocas é triste, lamentável e para mim incompreensível.

Pissarrinha disse...

Eu ja escrevi um email para o presidente da CM da covilha e sugiro que qq outro atentado se divulgue o pedido para se fazer pressao junto dos autarcas pois acredito que tvs se consiga conter o processo.

sa.ra disse...

cada vez que vejo isto... fico doida de tristeza... de frustração, de indignação...

ignorância, ai, tanta!

enfim...
não sei o que dizer... não percebo!

bj
dia feliz